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Classificar cemitérios em Portugal: Uma questão enterrada?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Refletindo sobre o recinto cemiterial, percebemos a sua relevância como testemunho da história local, fundamental na compreensão da identidade, do sentimento de pertença e da preservação da memória coletiva. Enquanto espaços ativos, os cemitérios estão em permanente alteração. Os monumentos funerários estão continuamente sujeitos a trabalhos de inumação e exumação, e ainda a rotação de propriedade dos jazigos, ou seja, a renovação de concessões que é hábito frequente e que pode causar danos artísticos, ou a perda de informações históricas relevantes como retratos ou epitáfios, quando o novo proprietário faz intervenções de restauro. Todavia, as intervenções daí decorrentes nem sempre respeitam os elementos originais, nem se regem por critérios rigorosos levando a uma desvirtuação do recinto cemiterial. Por outro lado, estes espaços quando inativos também se sujeitam a um processo de abandono, degradação e vandalismo o que é igualmente prejudicial para os monumentos. É por esta razão que do ponto de vista do património cultural é essencial refletir sobre a proteção e salvaguarda dos cemitérios em Portugal. Neste sentido, a presente dissertação pretende perceber quais os problemas que levantam os cemitérios nos processos de classificação patrimonial em Portugal. Analisando os casos de estudo, em articulação com a Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro e com o Decreto-Lei. n.º 308/2009, de 23 de outubro, conseguimos perceber quais os principais constrangimentos legais a que os cemitérios ficam sujeitos durante o procedimento administrativo de classificação, que têm dificultado e atrasado a sua classificação patrimonial.
Autores principais:Henriques, Maria João Viana e Andrade de Sousa
Assunto:Património cultural Património cemiterial Cemitérios Classificação patrimonial Cultural heritage Cemetery heritage Cemetery Heritage classification
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Refletindo sobre o recinto cemiterial, percebemos a sua relevância como testemunho da história local, fundamental na compreensão da identidade, do sentimento de pertença e da preservação da memória coletiva. Enquanto espaços ativos, os cemitérios estão em permanente alteração. Os monumentos funerários estão continuamente sujeitos a trabalhos de inumação e exumação, e ainda a rotação de propriedade dos jazigos, ou seja, a renovação de concessões que é hábito frequente e que pode causar danos artísticos, ou a perda de informações históricas relevantes como retratos ou epitáfios, quando o novo proprietário faz intervenções de restauro. Todavia, as intervenções daí decorrentes nem sempre respeitam os elementos originais, nem se regem por critérios rigorosos levando a uma desvirtuação do recinto cemiterial. Por outro lado, estes espaços quando inativos também se sujeitam a um processo de abandono, degradação e vandalismo o que é igualmente prejudicial para os monumentos. É por esta razão que do ponto de vista do património cultural é essencial refletir sobre a proteção e salvaguarda dos cemitérios em Portugal. Neste sentido, a presente dissertação pretende perceber quais os problemas que levantam os cemitérios nos processos de classificação patrimonial em Portugal. Analisando os casos de estudo, em articulação com a Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro e com o Decreto-Lei. n.º 308/2009, de 23 de outubro, conseguimos perceber quais os principais constrangimentos legais a que os cemitérios ficam sujeitos durante o procedimento administrativo de classificação, que têm dificultado e atrasado a sua classificação patrimonial.