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As sorores de Cós e a sua ligação ao Mosteiro de Alcobaça (em tempos medievais)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Durante a Idade Média, existiram sete comunidades de monjas cistercienses, em Portugal, as quais remontam ao século XIII. De todas se conhecem com alguma precisão as medidas tomadas no âmbito dos seus processos fundacionais, excepto de uma: a de Santa Maria de Cós, localizada em pleno couto do Mosteiro de Alcobaça. Na verdade, é possível que esta casa monástica não tenha sequer tido uma fundação canónica. Os relatos sobre os seus primeiros tempos, de uma forma quase lendária, remetem-nos para um pequeno conjunto de mulheres que aí se recolheram ainda antes de 1241 e que, em tempos medievais, seguiram uma forma de vida pouco regular. A circunstância de, até ao século XVI, não possuírem recursos próprios e de se terem mantido na dependência directa e institucional do abade de Alcobaça, de quem recebiam tudo quanto necessitavam, incluindo a alimentação, o vestuário e o calçado, tornou esta comunidade única entre as cistercienses. Tal especificidade reflectiu-se a vários níveis, desde a organização institucional ao quotidiano conventual. Dada a temática do presente ciclo de conferências, procuraremos destacar a forma como as sorores de Cós se relacionavam com o abade e os monges de Alcobaça, sobretudo no que respeita ao apoio que estes lhes prestavam em termos litúrgicos.
Autores principais:Rêpas, Luís Miguel
Assunto:General Arts and Humanities SDG 4 - Quality Education
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Durante a Idade Média, existiram sete comunidades de monjas cistercienses, em Portugal, as quais remontam ao século XIII. De todas se conhecem com alguma precisão as medidas tomadas no âmbito dos seus processos fundacionais, excepto de uma: a de Santa Maria de Cós, localizada em pleno couto do Mosteiro de Alcobaça. Na verdade, é possível que esta casa monástica não tenha sequer tido uma fundação canónica. Os relatos sobre os seus primeiros tempos, de uma forma quase lendária, remetem-nos para um pequeno conjunto de mulheres que aí se recolheram ainda antes de 1241 e que, em tempos medievais, seguiram uma forma de vida pouco regular. A circunstância de, até ao século XVI, não possuírem recursos próprios e de se terem mantido na dependência directa e institucional do abade de Alcobaça, de quem recebiam tudo quanto necessitavam, incluindo a alimentação, o vestuário e o calçado, tornou esta comunidade única entre as cistercienses. Tal especificidade reflectiu-se a vários níveis, desde a organização institucional ao quotidiano conventual. Dada a temática do presente ciclo de conferências, procuraremos destacar a forma como as sorores de Cós se relacionavam com o abade e os monges de Alcobaça, sobretudo no que respeita ao apoio que estes lhes prestavam em termos litúrgicos.