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O povoado Pré-Histórico do Penedo da Cortegaça, Sintra

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O Penedo da Cortegaça, em Sintra, é um dos muitos povoados abertos da Pré-História recente da Estremadura. As referências a este sítio foram reunidas em notas avulsas, elaboradas pelo arqueólogo João José Fernandes Gomes, responsável pelos trabalhos de campo ali efectuados nos finais dos anos 60. Nestes, o autor faz alusão à abundância de cerâmica decorada com "folha de acácia" e aos bordos denteados, conferindo-lhe uma cronologia “ante-campaniforme”. Novas prospecções, realizadas por arqueólogos do Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas (MASMO), atestam a existência, a par da cerâmica, de numerosos artefactos de pedra lascada e escassos materiais de pedra polida e de osso manufacturado. Pretende-se então, re-contextualizar o povoado, actualmente destruído devido à intensa exploração da rocha pela actividade de uma pedreira, através do espólio encontrado nas recolha de superfície. Terá sido a existência de matéria-prima em bruto, o sílex a principal atracção para a fixação das comunidades humanas neolíticas e calcolíticas, combinado com solos de forte aptidão agrícola em redor do povoado. A percentagem e tipologia de artefactos de pedra lascada indicam intensa produção de talhe, efectuado ou nas áreas próximas ou mesmo no interior do habitat. A associação e avaliação de vários materiais cerâmicos, entendidos como “fósseis-directores” denunciam vasta diacronia para este assentamento, possivelmente desde o Neolítico Antigo Evolucionado até aos finais do Calcolítico.
Autores principais:Magalhães, Ana Raquel Laranjeira
Assunto:Penedo da Cortegaça Povoado Neolítico Calcolítico
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:O Penedo da Cortegaça, em Sintra, é um dos muitos povoados abertos da Pré-História recente da Estremadura. As referências a este sítio foram reunidas em notas avulsas, elaboradas pelo arqueólogo João José Fernandes Gomes, responsável pelos trabalhos de campo ali efectuados nos finais dos anos 60. Nestes, o autor faz alusão à abundância de cerâmica decorada com "folha de acácia" e aos bordos denteados, conferindo-lhe uma cronologia “ante-campaniforme”. Novas prospecções, realizadas por arqueólogos do Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas (MASMO), atestam a existência, a par da cerâmica, de numerosos artefactos de pedra lascada e escassos materiais de pedra polida e de osso manufacturado. Pretende-se então, re-contextualizar o povoado, actualmente destruído devido à intensa exploração da rocha pela actividade de uma pedreira, através do espólio encontrado nas recolha de superfície. Terá sido a existência de matéria-prima em bruto, o sílex a principal atracção para a fixação das comunidades humanas neolíticas e calcolíticas, combinado com solos de forte aptidão agrícola em redor do povoado. A percentagem e tipologia de artefactos de pedra lascada indicam intensa produção de talhe, efectuado ou nas áreas próximas ou mesmo no interior do habitat. A associação e avaliação de vários materiais cerâmicos, entendidos como “fósseis-directores” denunciam vasta diacronia para este assentamento, possivelmente desde o Neolítico Antigo Evolucionado até aos finais do Calcolítico.