Publicação
ESCREVER, ESCREVER. Diários, Exílio e Escrita em Maria Gabriela Llansol
| Resumo: | A partir do início da década de 1970, Maria Gabriela Llansol fez da escrita uma tarefa diária e, persistindo nesse exercício por toda a sua vida, compôs os livros e os fragmentos que estão hoje reunidos no seu espólio. Esta tese propõe-se a ler a persistência de Llansol em escrever e as variações que a sua escrita experimenta a partir desse exercício contínuo. Para isso, a leitura concentra-se nos textos escritos entre 1971 e 1982, durante o exílio de Llansol na Bélgica: livros publicados (as trilogias Geografia de Rebeldes e O Litoral do Mundo e os diários Um Falcão no Punho e Finita) e, principalmente, fragmentos do seu espólio (cartas, cadernos manuscritos, folhas avulsas, etc.). Buscar-se-á pensar: a decisão de Llansol de escrever diariamente, os processos de escrita e reescrita legíveis no seu espólio e as relações com os livros publicados (cap. I); o exílio, a persistência em escrever em português e a escrita como reinvenção da língua (cap. II); as relações entre o ensino e a escrita, a partir de fragmentos escritos durante os anos em que Llansol trabalhou numa pequena escola na Bélgica, e a busca por escrever um livro que nunca chegou a ser concluído (cap. III); por fim, a solidão, as cartas, o retorno diferido de algumas das figuras da história portuguesa e os animais e as plantas como formas vivas com as quais a escrita de Llansol se relaciona durante os primeiros anos em que ela viveu na pequena vila de Herbais (cap. IV). |
|---|---|
| Autores principais: | Fenati, Maria Carolina |
| Assunto: | Maria Gabriela Llansol diaries, , escrita writing exílio exile diários literary archives espólios literários contemporary literature literatura contemporânea |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | A partir do início da década de 1970, Maria Gabriela Llansol fez da escrita uma tarefa diária e, persistindo nesse exercício por toda a sua vida, compôs os livros e os fragmentos que estão hoje reunidos no seu espólio. Esta tese propõe-se a ler a persistência de Llansol em escrever e as variações que a sua escrita experimenta a partir desse exercício contínuo. Para isso, a leitura concentra-se nos textos escritos entre 1971 e 1982, durante o exílio de Llansol na Bélgica: livros publicados (as trilogias Geografia de Rebeldes e O Litoral do Mundo e os diários Um Falcão no Punho e Finita) e, principalmente, fragmentos do seu espólio (cartas, cadernos manuscritos, folhas avulsas, etc.). Buscar-se-á pensar: a decisão de Llansol de escrever diariamente, os processos de escrita e reescrita legíveis no seu espólio e as relações com os livros publicados (cap. I); o exílio, a persistência em escrever em português e a escrita como reinvenção da língua (cap. II); as relações entre o ensino e a escrita, a partir de fragmentos escritos durante os anos em que Llansol trabalhou numa pequena escola na Bélgica, e a busca por escrever um livro que nunca chegou a ser concluído (cap. III); por fim, a solidão, as cartas, o retorno diferido de algumas das figuras da história portuguesa e os animais e as plantas como formas vivas com as quais a escrita de Llansol se relaciona durante os primeiros anos em que ela viveu na pequena vila de Herbais (cap. IV). |
|---|