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Sobre a (Não-) tradução de John Keats em Portugal: Séculos XIX a XXI

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Summary:John Keats (1795-1821) foi um dos principais poetas a escrever durante o apogeu do movimento romântico inglês, sendo hoje considerado como um escritor canónico no âmbito da Literatura Inglesa. Tendo em conta o panorama da tradução de obras inglesas para português europeu, e atentando à importância deste autor no sistema literário de partida, verifica-se que grande parte da sua obra não se encontra traduzida em Portugal. Neste contexto, o objectivo final da presente dissertação será procurar apurar as razões de tal fenómeno de não-tradução, traçando, para o efeito, um historial da recepção do poeta no sistema literário português. Partir-se-á, assim, de um estudo do romantismo inglês e da sua influência em Portugal, assim como em França, país que frequentemente ocupou uma função de mediador entre as culturas inglesa e portuguesa, até meados do século XX. Em seguida, estudar-se-á o papel e a presença de John Keats nestes sistemas culturais, prestando particular atenção à realidade oitocentista. Nesta fase serão enumeradas e criticadas todas as traduções portuguesas encontradas do autor em apreço, assim como a bibliografia ensaística escrita no país sobre Keats e a sua obra poética. Finalmente, a dissertação incidirá sobre a não-tradução generalizada de poetas românticos ingleses durante o século XIX português, salvo raras excepções que serão devidamente mencionadas. A tipologia da não-tradução proposta por João Ferreira Duarte será adoptada para se procurar explicar os motivos da escassa tradução de John Keats em Portugal.
Main Authors:Dias, Miguel Alexandre Santos
Subject:John Keats Tradução Portugal (não-)tradução Romantismo Recepção Mediação Crítica (non-)translation Romanticism Reception Mediation Criticism Translation
Year:2017
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:Universidade Nova de Lisboa
Language:Portuguese
Origin:Repositório Institucional da UNL
Description
Summary:John Keats (1795-1821) foi um dos principais poetas a escrever durante o apogeu do movimento romântico inglês, sendo hoje considerado como um escritor canónico no âmbito da Literatura Inglesa. Tendo em conta o panorama da tradução de obras inglesas para português europeu, e atentando à importância deste autor no sistema literário de partida, verifica-se que grande parte da sua obra não se encontra traduzida em Portugal. Neste contexto, o objectivo final da presente dissertação será procurar apurar as razões de tal fenómeno de não-tradução, traçando, para o efeito, um historial da recepção do poeta no sistema literário português. Partir-se-á, assim, de um estudo do romantismo inglês e da sua influência em Portugal, assim como em França, país que frequentemente ocupou uma função de mediador entre as culturas inglesa e portuguesa, até meados do século XX. Em seguida, estudar-se-á o papel e a presença de John Keats nestes sistemas culturais, prestando particular atenção à realidade oitocentista. Nesta fase serão enumeradas e criticadas todas as traduções portuguesas encontradas do autor em apreço, assim como a bibliografia ensaística escrita no país sobre Keats e a sua obra poética. Finalmente, a dissertação incidirá sobre a não-tradução generalizada de poetas românticos ingleses durante o século XIX português, salvo raras excepções que serão devidamente mencionadas. A tipologia da não-tradução proposta por João Ferreira Duarte será adoptada para se procurar explicar os motivos da escassa tradução de John Keats em Portugal.