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Impacto dos rastreios oncológicos na redução da mortalidade evitável por cancro da mama

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Detalhes bibliográficos
Resumo:RESUMO - Introdução: A redução da morbilidade e da mortalidade associadas à doença oncológica depende, para além da diminuição da exposição a fatores de risco, da aposta na deteção precoce da doença. É neste âmbito que se inserem os programas de rastreio oncológico de base populacional. Pretendeu-se com este trabalho estudar a relação potencial entre a cobertura do rastreio do cancro da mama e a mortalidade por cancro da mama, em mulheres residentes em Portugal Continental, por Administrações Regionais de Saúde e respetivos Agrupamentos de Centros de Saúde, durante os anos 2014 a 2019. Material e Métodos: Estudo observacional e transversal, efetuado a partir da consulta de dados contidos nos Relatórios de Avaliação e Monitorização dos Rastreios Oncológicos Organizados de Base Populacional de 2014, 2015, 2016, 2017/2018 e 2019/2020; no Sistema de Informação dos Certificados de Óbito e na plataforma Bilhete de Identidade dos Cuidados de Saúde Primários, acessível no Portal do Serviço Nacional de Saúde. A “Cobertura do Rastreio” foi definida como “Taxa de Adesão ao Rastreio”. Resultados: Não foi encontrada qualquer evidência de relação entre a Cobertura do Rastreio e a % de Casos Positivos Referenciados e entre a Cobertura do Rastreio e a Taxa de Mortalidade nas Administrações Regionais de Saúde. Assim como não foi encontrada qualquer evidência de relação entre a Cobertura do Rastreio e a Taxa de mortalidade para os Agrupamentos de Centros de Saúde. Conclusão: A ausência de evidência de impacto do rastreio do cancro da mama no presente estudo revela a importância de aprofundamento desta linha de investigação. O rastreio populacional organizado permanece como um tema controverso face ao qual não existe consenso internacional. Além disso, persistem grandes lacunas na disponibilidade de dados. A monitorização cuidadosa desses dados é importante para se entenderem as tendências e planear as estratégias eficazes de modo a manter o equilíbrio entre custo-benefício nomeadamente, modelos centrados no paciente que contemplem fatores de risco individuais podem ajudar a adaptar as opções de exame e tratamento de acordo com as necessidades de cada doente.
Autores principais:Regalla, Joana Maria Martins
Assunto:Rastreios Oncológicos Cancro da Mama Taxa de Mortalidade Cancer Screening Breast Cancer Mortality Rate
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:RESUMO - Introdução: A redução da morbilidade e da mortalidade associadas à doença oncológica depende, para além da diminuição da exposição a fatores de risco, da aposta na deteção precoce da doença. É neste âmbito que se inserem os programas de rastreio oncológico de base populacional. Pretendeu-se com este trabalho estudar a relação potencial entre a cobertura do rastreio do cancro da mama e a mortalidade por cancro da mama, em mulheres residentes em Portugal Continental, por Administrações Regionais de Saúde e respetivos Agrupamentos de Centros de Saúde, durante os anos 2014 a 2019. Material e Métodos: Estudo observacional e transversal, efetuado a partir da consulta de dados contidos nos Relatórios de Avaliação e Monitorização dos Rastreios Oncológicos Organizados de Base Populacional de 2014, 2015, 2016, 2017/2018 e 2019/2020; no Sistema de Informação dos Certificados de Óbito e na plataforma Bilhete de Identidade dos Cuidados de Saúde Primários, acessível no Portal do Serviço Nacional de Saúde. A “Cobertura do Rastreio” foi definida como “Taxa de Adesão ao Rastreio”. Resultados: Não foi encontrada qualquer evidência de relação entre a Cobertura do Rastreio e a % de Casos Positivos Referenciados e entre a Cobertura do Rastreio e a Taxa de Mortalidade nas Administrações Regionais de Saúde. Assim como não foi encontrada qualquer evidência de relação entre a Cobertura do Rastreio e a Taxa de mortalidade para os Agrupamentos de Centros de Saúde. Conclusão: A ausência de evidência de impacto do rastreio do cancro da mama no presente estudo revela a importância de aprofundamento desta linha de investigação. O rastreio populacional organizado permanece como um tema controverso face ao qual não existe consenso internacional. Além disso, persistem grandes lacunas na disponibilidade de dados. A monitorização cuidadosa desses dados é importante para se entenderem as tendências e planear as estratégias eficazes de modo a manter o equilíbrio entre custo-benefício nomeadamente, modelos centrados no paciente que contemplem fatores de risco individuais podem ajudar a adaptar as opções de exame e tratamento de acordo com as necessidades de cada doente.