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Mapamento de Potencial Fotovoltaica em Contexto de Favela. Estudo de caso na expansão da cooperativa fotovoltaica na favela da Babilónia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu uma agenda para o ano de 2030 com 17 objetivos a serem alcançados (“Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” (ODS)). Entre eles, encontramos: “energia limpa e acessível”, que se encontram no número sete, cujo objetivo é: “garantir o acesso a fontes de energia fiáveis, sustentáveis e modernas para todos”. Esse trabalho tem por base o problema de pobreza energética das favelas brasileiras ao visar à exploração e utilização de recurso solar através da produção solar fotovoltaica, distri-buída como parte da solução para reduzir este flagelo social, económico e ambiental. Portanto, quantificou-se a pobreza energética na Favela da Babilónia através de indica-dores pré-definidos para podermos compreender a dimensão do problema. Sendo assim, mapearemos a Babilónia por zonas com o intuito de realizar uma cooperativa de energia re-novável para cada zona estipulada. Usando como modelo e caso de estudo a favela da Babilónia, no Rio de Janeiro, este trabalho apresenta uma metodologia para o mapeamento solar e avaliação do potencial de geração fotovoltaica com recurso a aerofotogrametria, estabelecendo parcerias com agentes locais (e.g. ONG Revolusolar). Desta forma, realizou-se uma análise de zonas selecionadas na favela para modelação em 3D das habitações, além da configuração dos painéis mais van-tajosa para uma cobertura determinada, podendo-se assim, estipular a potência para cada sis-tema fotovoltaico, considerando fatores financeiros para o investimento do projeto. Os principais resultados deste trabalho foram a identificação de sete zonas diferentes que dividem a favela, (C, E, F, H, I, J e K), num investimento de R$ 800.000,00 (€ 128.000,00) para a construção de oito sistemas fotovoltaicos com o potencial de 182 kWp, a cobrir 12 co-berturas diferentes. A realização total desse projeto produziria cerca de 239.766 kWh ao ano, o que permitiria cobrir o consumo de energia elétrica de 148 residências da comunidade. A prioridade para a construção de cada sistema solar PV, seria nesta ordem: C, J, H, E, K1+1, F, I e K1.
Autores principais:Carvalho, Flávia Ribeiro de
Assunto:Aerofotogrametria Cooperativa Fotovoltaica Energia Fotovoltaica Geração Distribuída Mapeamento Solar na Favela Pobreza Energética
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:A Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu uma agenda para o ano de 2030 com 17 objetivos a serem alcançados (“Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” (ODS)). Entre eles, encontramos: “energia limpa e acessível”, que se encontram no número sete, cujo objetivo é: “garantir o acesso a fontes de energia fiáveis, sustentáveis e modernas para todos”. Esse trabalho tem por base o problema de pobreza energética das favelas brasileiras ao visar à exploração e utilização de recurso solar através da produção solar fotovoltaica, distri-buída como parte da solução para reduzir este flagelo social, económico e ambiental. Portanto, quantificou-se a pobreza energética na Favela da Babilónia através de indica-dores pré-definidos para podermos compreender a dimensão do problema. Sendo assim, mapearemos a Babilónia por zonas com o intuito de realizar uma cooperativa de energia re-novável para cada zona estipulada. Usando como modelo e caso de estudo a favela da Babilónia, no Rio de Janeiro, este trabalho apresenta uma metodologia para o mapeamento solar e avaliação do potencial de geração fotovoltaica com recurso a aerofotogrametria, estabelecendo parcerias com agentes locais (e.g. ONG Revolusolar). Desta forma, realizou-se uma análise de zonas selecionadas na favela para modelação em 3D das habitações, além da configuração dos painéis mais van-tajosa para uma cobertura determinada, podendo-se assim, estipular a potência para cada sis-tema fotovoltaico, considerando fatores financeiros para o investimento do projeto. Os principais resultados deste trabalho foram a identificação de sete zonas diferentes que dividem a favela, (C, E, F, H, I, J e K), num investimento de R$ 800.000,00 (€ 128.000,00) para a construção de oito sistemas fotovoltaicos com o potencial de 182 kWp, a cobrir 12 co-berturas diferentes. A realização total desse projeto produziria cerca de 239.766 kWh ao ano, o que permitiria cobrir o consumo de energia elétrica de 148 residências da comunidade. A prioridade para a construção de cada sistema solar PV, seria nesta ordem: C, J, H, E, K1+1, F, I e K1.