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A Finança Islâmica nas Sociedades Ocidentais

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Nos últimos anos, diversas empresas ocidentais ligadas à actividade bancária e ao sector segurador passaram a oferecer no mercado produtos financeiros de acordo com as prescrições da sharia islâmica. Inicialmente, o mercado-alvo eram apenas os países árabes e islâmicos sobretudo do Médio Oriente. Recentemente, a tendência estendeu-se também aos mercados ocidentais tendo como finalidade atrair a liquidez de investidores árabes e configurar produtos «éticos» para os muçulmanos residentes na Europa e América do Norte. Face a esta expansão, o objectivo principal deste artigo é discutir as questões levantadas pela finança islâmica de uma maneira abrangente. A análise será feita ligando esta tendência empresarial aos desenvolvimentos mais gerais do islamismo (islão político) e ao relativismo-multiculturalista ocidental, procurando avaliar as consequências que daí podem resultar para as sociedades democráticas e seculares do Ocidente.
Autores principais:Teixeira Fernandes, José Pedro
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Nos últimos anos, diversas empresas ocidentais ligadas à actividade bancária e ao sector segurador passaram a oferecer no mercado produtos financeiros de acordo com as prescrições da sharia islâmica. Inicialmente, o mercado-alvo eram apenas os países árabes e islâmicos sobretudo do Médio Oriente. Recentemente, a tendência estendeu-se também aos mercados ocidentais tendo como finalidade atrair a liquidez de investidores árabes e configurar produtos «éticos» para os muçulmanos residentes na Europa e América do Norte. Face a esta expansão, o objectivo principal deste artigo é discutir as questões levantadas pela finança islâmica de uma maneira abrangente. A análise será feita ligando esta tendência empresarial aos desenvolvimentos mais gerais do islamismo (islão político) e ao relativismo-multiculturalista ocidental, procurando avaliar as consequências que daí podem resultar para as sociedades democráticas e seculares do Ocidente.