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Por Entre Espelhos, Covas e Ecrãs: a Criança Transgressiva de Lewis Carroll e suas Reinterpretações no Videojogo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Partindo de uma leitura e análise de Alice’s Adventures In Wonderland (1865) e Alice Through The Looking Glass (1871) de Lewis Carroll, a presente tese explora detalhadamente três videojogos – American McGee’s Alice (2000), Alice: Madness Returns (2011) e Fran Bow (2015) – que se constituem como adaptações destas obras literárias, tendo como principal objectivo demonstrar como a criança protagonista de todos estes objectos de estudo é transgressiva, com as adaptações aos jogos digitais a favorecerem esta vertente e a expandirem a agência e capacidade subversiva de Alice. Para efectuar esta análise, é tomado em consideração o panorama sociocultural e literário britânico no século XIX, em concreto, no período que se convencionou denominar por Era Vitoriana. São exploradas, essencialmente, transgressões às concepções de infância e de género que imperavam neste contexto temporal e espacial. Esta investigação encontra-se alicerçada nas áreas dos Estudos Literários e de Cultura, articulando-se, contudo, com metodologias e molduras teóricas desenvolvidas no seio dos Estudos sobre Videojogos, Estudos de Adaptação, e Estudos Vitorianos e Neovitorianos. Contribui, assim, para o desenvolvimento destas áreas de estudo, bem como para a promoção da consideração do videojogo como objecto de estudo académico.
Autores principais:Bispo, Jéssica Iolanda Costa
Assunto:Videojogo Infância Transgressão Lewis Carroll Era Vitoriana Humanidades Digitais Literatura Inglesa Cultura Inglesa Victorian Era Neo-Victorianism Childhood Gender Video Game Adaptation Lewis Carroll Neovitorianismo Adaptação
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Partindo de uma leitura e análise de Alice’s Adventures In Wonderland (1865) e Alice Through The Looking Glass (1871) de Lewis Carroll, a presente tese explora detalhadamente três videojogos – American McGee’s Alice (2000), Alice: Madness Returns (2011) e Fran Bow (2015) – que se constituem como adaptações destas obras literárias, tendo como principal objectivo demonstrar como a criança protagonista de todos estes objectos de estudo é transgressiva, com as adaptações aos jogos digitais a favorecerem esta vertente e a expandirem a agência e capacidade subversiva de Alice. Para efectuar esta análise, é tomado em consideração o panorama sociocultural e literário britânico no século XIX, em concreto, no período que se convencionou denominar por Era Vitoriana. São exploradas, essencialmente, transgressões às concepções de infância e de género que imperavam neste contexto temporal e espacial. Esta investigação encontra-se alicerçada nas áreas dos Estudos Literários e de Cultura, articulando-se, contudo, com metodologias e molduras teóricas desenvolvidas no seio dos Estudos sobre Videojogos, Estudos de Adaptação, e Estudos Vitorianos e Neovitorianos. Contribui, assim, para o desenvolvimento destas áreas de estudo, bem como para a promoção da consideração do videojogo como objecto de estudo académico.