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Literatura de cordel : a colecção e o pensamento de José Oliveira Barata

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo analisa o conjunto de dez folhetos de cordel coligidos por José Oliveira Barata entre 1988 e 1995 à luz do pensamento exposto num ensaio que escreveu pela mesma altura, intitulado “Algumas Reflexões sobre a Literatura Teatral de Cordel no Setecentismo Português” (1992). Pelo facto de, nesse contexto, o autor defender a ideia de que a produção dramática editada em cordel era, mais do que a manifestação de um subsistema cultural autónomo, uma reacção premeditada à instituição social e literária, avança-se a hipótese de a selecção a que então procedeu como editor ter tentado ser particularmente fiel às ideias que vinha formulando como crítico. Deste modo, a análise do corpus definido atende, sobretudo, aos valores ideológicos subjacentes a cada composição e aos modelos de relação com o real, com a instituição e com o cânone que, em conjunto, preconizam. Uma vez comprovada a influência de semelhante visão sobre a colecção em apreço, recorre-se ao confronto com os paradigmas formais, temáticos e performativos do teatro português dos séculos XVII e XVIII para constatar que, embora certas potencialidades críticas fossem inerentes ao cultivo de determinados géneros e temas, não eram apanágio exclusivo da edição em cordel nem tão pouco do período temporal considerado por José Oliveira Barata.
Autores principais:Pardelha, Ângela Isabel Henriques
Assunto:Teatro Cordel Canône Instituição Contracultura Theatre Chapbook Canon Institution Counterculture
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:O presente estudo analisa o conjunto de dez folhetos de cordel coligidos por José Oliveira Barata entre 1988 e 1995 à luz do pensamento exposto num ensaio que escreveu pela mesma altura, intitulado “Algumas Reflexões sobre a Literatura Teatral de Cordel no Setecentismo Português” (1992). Pelo facto de, nesse contexto, o autor defender a ideia de que a produção dramática editada em cordel era, mais do que a manifestação de um subsistema cultural autónomo, uma reacção premeditada à instituição social e literária, avança-se a hipótese de a selecção a que então procedeu como editor ter tentado ser particularmente fiel às ideias que vinha formulando como crítico. Deste modo, a análise do corpus definido atende, sobretudo, aos valores ideológicos subjacentes a cada composição e aos modelos de relação com o real, com a instituição e com o cânone que, em conjunto, preconizam. Uma vez comprovada a influência de semelhante visão sobre a colecção em apreço, recorre-se ao confronto com os paradigmas formais, temáticos e performativos do teatro português dos séculos XVII e XVIII para constatar que, embora certas potencialidades críticas fossem inerentes ao cultivo de determinados géneros e temas, não eram apanágio exclusivo da edição em cordel nem tão pouco do período temporal considerado por José Oliveira Barata.