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Vencidos gloriosos de Gilgamesh e Aníbal: a resistência heroica nas fontes literária mediterrâneas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As narrativas literárias, ao longo do tempo, como a Epopeia de Gilgamesh e a Ilíada, encontram-se repletas de exemplos de pessoas extraordinárias, indivíduos que ficaram imortalizados pelos seus grandes feitos, pelas circunstâncias que os envolveram, pelo modo como prosperaram e venceram. No fundo, verdadeiros heróis. A definição da figura do herói, como representativa de um modelo intemporal de coragem, virtude e ousadia, não é, contudo, imutável. Ao longo do tempo, novas personagens são inseridas no núcleo heroico, sendo que outras são colocadas em causa. O caminho dos nossos vencidos gloriosos apresenta-se menos linear, no sentido em que a sua glória não se deve ao facto da vitória sobre outro. O que importa na sua jornada heroica é o percurso que trilharam, mas, sobretudo, o êxito alcançado quando os seus próprios limites foram colocados à prova. Os casos de estudo da presente dissertação que se inserem nesta definição, Gilgamesh, Heitor, os 300 de Esparta e Aníbal, são figuras que assumiram protagonismo no relato literário e histórico, como tendo sido, de alguma forma, vencidos na sua jornada, mas que, apesar disso, triunfaram de forma heroica, atingindo assim glória e imortalidade
Autores principais:Balsa, Laura Moreira Barreto Marques
Assunto:Jornadas Heroicas Literatura mesopotâmica Literatura grega Literatura latina I milénio a.C. Heroic Journeys Mesopotamian Literature Greek Literature Latin Literature I millennium B.C.
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:As narrativas literárias, ao longo do tempo, como a Epopeia de Gilgamesh e a Ilíada, encontram-se repletas de exemplos de pessoas extraordinárias, indivíduos que ficaram imortalizados pelos seus grandes feitos, pelas circunstâncias que os envolveram, pelo modo como prosperaram e venceram. No fundo, verdadeiros heróis. A definição da figura do herói, como representativa de um modelo intemporal de coragem, virtude e ousadia, não é, contudo, imutável. Ao longo do tempo, novas personagens são inseridas no núcleo heroico, sendo que outras são colocadas em causa. O caminho dos nossos vencidos gloriosos apresenta-se menos linear, no sentido em que a sua glória não se deve ao facto da vitória sobre outro. O que importa na sua jornada heroica é o percurso que trilharam, mas, sobretudo, o êxito alcançado quando os seus próprios limites foram colocados à prova. Os casos de estudo da presente dissertação que se inserem nesta definição, Gilgamesh, Heitor, os 300 de Esparta e Aníbal, são figuras que assumiram protagonismo no relato literário e histórico, como tendo sido, de alguma forma, vencidos na sua jornada, mas que, apesar disso, triunfaram de forma heroica, atingindo assim glória e imortalidade