Publicação
RELATÓRIO DE ESTÁGIO: A UTILIZAÇÃO DA CALCULADORA GRÁFICA NO ESTUDO DAS FUNÇÕES DE PROPORCIONALIDADE DIRETA NO 7.º ANO DE ESCOLARIDADE
| Resumo: | Este trabalho é composto por duas partes concernindo à primeira parte a prática pedagógica supervisionada no âmbito do Mestrado em Ensino de Matemática no 3.º Ciclo do Ensino Básico e no Secundário, seguindo-se a apresentação da investigação em Educação Matemática realizada no contexto da prática pedagógica efetuada. Na primeira parte é feita uma sucinta descrição das metodologias e estratégias adotadas nas turmas em que decorreu a prática pedagógica supervisionada, seguida da reflexão do trabalho realizado pela professora estagiária na componente letiva e não letiva na escola acolhedora do estágio. A segunda parte corresponde ao trabalho de investigação em Educação Matemática, cuja motivação consistiu em saber se o uso da calculadora gráfica torna a aprendizagem da matemática mais participada e enriquecedora para os alunos. Foi seguida uma metodologia fundamentada em três estudos de caso compostos por três pares de alunos do 7.º ano de escolaridade do ensino básico, de acordo com uma abordagem de investigação de natureza qualitativa. Os resultados apresentados baseiam-se na análise dos dados obtidos na resolução de duas tarefas matemáticas, nomeadamente “A mão, uma função?” e “Queques para todos!”, utilizando a observação com registo de áudio e recolha documental. Consequentemente, este estudo pretende dar resposta a questões como o papel da calculadora gráfica na aprendizagem enquanto mediador semiótico e o papel das diferentes representações na relação dos alunos com a calculadora gráfica. Ainda através deste estudo pretendeu-se conhecer a relação dos alunos com a calculadora gráfica e, por conseguinte, caraterizar o processo de génese instrumental por parte dos alunos ao utilizar este artefacto. Da análise das respostas dos alunos e da observação do seu comportamento e atitude nas duas tarefas propostas nesta investigação, pode-se concluir que, à medida que os alunos estão mais familiarizados com a calculadora gráfica, tornam-se mais autossuficientes e proficientes, sendo, no entanto, evidente que numa fase de instrumentalização ainda precoce não foi possível constatar uma total independência de auxílio, quer na utilização da calculadora, quer na correção de erros cometidos. Tal facto limitou a curiosidade em experimentar e explorar as funcionalidades da calculadora para lá do que foi proposto nas tarefas. Ainda assim, observou-se que o “erro” não constituiu uma razão de desmotivação, sendo antes um elemento desafiador, o que, de certa forma, vem consubstanciar o contributo das tecnologias para a aprendizagem dos alunos. Relativamente às questões inerentes a este estudo, foi possível concluir que a calculadora desempenhou um papel mediador nas aprendizagens dos alunos, que assim, de forma mais célere e rigorosa, estabeleceram conexões entre as diferentes representações de uma função. Desta forma, trabalhar com a calculadora gráfica permitiu aos alunos conjeturarem que, por exemplo, na tarefa 2, sobre a proporcionalidade direta, os gráficos que traduzem a proporcionalidade direta entre duas grandezas são mais ou menos inclinados consoante a constante de proporcionalidade for maior ou menor, respetivamente. Neste estudo verificou-se, também, uma evolução na forma como os alunos usaram a informação da calculadora ao longo da realização das tarefas. Na primeira tarefa, denominada “A mão, uma função?”, os alunos praticamente não usaram a informação da calculadora gráfica para explicarem os raciocínios que fizeram, por outro lado, na segunda tarefa, denominada “Queques para todos!”, usaram e interpretaram essa informação na explicação das respostas dadas. |
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| Autores principais: | Pires, Ilda Maria Simão Martins Vargas |
| Assunto: | calculadora gráfica ensino básico função de proporcionalidade direta génese instrumental semiótica |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Este trabalho é composto por duas partes concernindo à primeira parte a prática pedagógica supervisionada no âmbito do Mestrado em Ensino de Matemática no 3.º Ciclo do Ensino Básico e no Secundário, seguindo-se a apresentação da investigação em Educação Matemática realizada no contexto da prática pedagógica efetuada. Na primeira parte é feita uma sucinta descrição das metodologias e estratégias adotadas nas turmas em que decorreu a prática pedagógica supervisionada, seguida da reflexão do trabalho realizado pela professora estagiária na componente letiva e não letiva na escola acolhedora do estágio. A segunda parte corresponde ao trabalho de investigação em Educação Matemática, cuja motivação consistiu em saber se o uso da calculadora gráfica torna a aprendizagem da matemática mais participada e enriquecedora para os alunos. Foi seguida uma metodologia fundamentada em três estudos de caso compostos por três pares de alunos do 7.º ano de escolaridade do ensino básico, de acordo com uma abordagem de investigação de natureza qualitativa. Os resultados apresentados baseiam-se na análise dos dados obtidos na resolução de duas tarefas matemáticas, nomeadamente “A mão, uma função?” e “Queques para todos!”, utilizando a observação com registo de áudio e recolha documental. Consequentemente, este estudo pretende dar resposta a questões como o papel da calculadora gráfica na aprendizagem enquanto mediador semiótico e o papel das diferentes representações na relação dos alunos com a calculadora gráfica. Ainda através deste estudo pretendeu-se conhecer a relação dos alunos com a calculadora gráfica e, por conseguinte, caraterizar o processo de génese instrumental por parte dos alunos ao utilizar este artefacto. Da análise das respostas dos alunos e da observação do seu comportamento e atitude nas duas tarefas propostas nesta investigação, pode-se concluir que, à medida que os alunos estão mais familiarizados com a calculadora gráfica, tornam-se mais autossuficientes e proficientes, sendo, no entanto, evidente que numa fase de instrumentalização ainda precoce não foi possível constatar uma total independência de auxílio, quer na utilização da calculadora, quer na correção de erros cometidos. Tal facto limitou a curiosidade em experimentar e explorar as funcionalidades da calculadora para lá do que foi proposto nas tarefas. Ainda assim, observou-se que o “erro” não constituiu uma razão de desmotivação, sendo antes um elemento desafiador, o que, de certa forma, vem consubstanciar o contributo das tecnologias para a aprendizagem dos alunos. Relativamente às questões inerentes a este estudo, foi possível concluir que a calculadora desempenhou um papel mediador nas aprendizagens dos alunos, que assim, de forma mais célere e rigorosa, estabeleceram conexões entre as diferentes representações de uma função. Desta forma, trabalhar com a calculadora gráfica permitiu aos alunos conjeturarem que, por exemplo, na tarefa 2, sobre a proporcionalidade direta, os gráficos que traduzem a proporcionalidade direta entre duas grandezas são mais ou menos inclinados consoante a constante de proporcionalidade for maior ou menor, respetivamente. Neste estudo verificou-se, também, uma evolução na forma como os alunos usaram a informação da calculadora ao longo da realização das tarefas. Na primeira tarefa, denominada “A mão, uma função?”, os alunos praticamente não usaram a informação da calculadora gráfica para explicarem os raciocínios que fizeram, por outro lado, na segunda tarefa, denominada “Queques para todos!”, usaram e interpretaram essa informação na explicação das respostas dadas. |
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