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Perfil clínico-epidemiológico das crianças com diagnóstico de convulsão febril atendidas em Vitória da Conquista, Estado da Bahia, Brasil

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Resumo:Introdução: Convulsão febril ocorre na infância entre seis e sessenta meses de idade associada a uma doença febril não causada por uma infecção de sistema nervoso central; sem história de convulsões neonatais anteriores; sem história de convulsão prévia não provocada e não cumprindo os critérios para outras crises sintomáticas agudas, como distúrbios metabólicos ou hidroeletrolíticos. Representa a causa mais comum de convulsões na infância, com incidência estimada em 2-5% da população pediátrica. Diversos condições estão associados a primeira convulsão febril e existem variados determinantes que aumentam o risco de recidiva. Objetivos: este trabalho planejou caracterizar o perfil clínico-epidemiológico das crianças com diagnóstico de convulsão febril atendidas em Vitória da Conquista, Estado da Bahia, Brasil, numa clínica privada, durante o ano de 2017 e 2018. Verificar se existe associação entre estas características estudadas com o surgimento da primeira crise convulsiva febril e com as recidivas. Material e Métodos: estudo descritivo, retrospectivo de desenho transversal, realizado através da pesquisa de 64 prontuários médicos. Os pacientes preencheram todos os critérios para o diagnóstico de convulsão febril atual. Todos os estágios da pesquisa, revisão dos registros médicos, confecção dos gráficos, tabelas e apreciação dos resultados foram aprovados pelo Comitê de Ética. Foram coletados e analisados antecedentes pessoais, diversas variáveis quantitativas e qualitativas e os aspectos preditivos para a primeira convulsão febril e recidivas. Resultados e Discussão: a primeira crise febril ocorreu maioritariamente entre seis e dezoito meses, no sexo masculino, após infecção viral de vias áreas superiores e em crianças saudáveis. Prevaleceram as crises simples tônico-clônicas e após febre baixa. Maioria recidivou em dois anos e pelas mesmas causas. A convulsão em febre baixa e a história familiar de convulsão febril aumentaram a frequência das recorrências. O status epilético e a Paralisia de Todd foram raros. O tipo de crise não foi determinante para as recidivas. A febre apareceu após a crise em seis casos. A maioria não teve complicações neonatais ou gestacionais. Eletroencefalogramas com anormalidades paroxísticas ocorreram em três casos. A maioria não realizou exames de imagem. Conclusões: a superioridade dos dados desta amostra foi compatível com a literatura médica. Idade, sexo, tipo de crise, tempo para recorrência, status neurológico, etiologias, história familiar e crises com febre baixa como fatores de recorrência foram semelhantes. O presente estudo reforçou o protocolo atual de manejo.
Autores principais:BARBOSA, João Carlos Dantas de Andrade
Assunto:Medicina tropical Doenças tropicais Perfil clínico-epidemiológico Crianças Convulsão febril Infeção Vitória da Conquista Bahia Brasil
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Introdução: Convulsão febril ocorre na infância entre seis e sessenta meses de idade associada a uma doença febril não causada por uma infecção de sistema nervoso central; sem história de convulsões neonatais anteriores; sem história de convulsão prévia não provocada e não cumprindo os critérios para outras crises sintomáticas agudas, como distúrbios metabólicos ou hidroeletrolíticos. Representa a causa mais comum de convulsões na infância, com incidência estimada em 2-5% da população pediátrica. Diversos condições estão associados a primeira convulsão febril e existem variados determinantes que aumentam o risco de recidiva. Objetivos: este trabalho planejou caracterizar o perfil clínico-epidemiológico das crianças com diagnóstico de convulsão febril atendidas em Vitória da Conquista, Estado da Bahia, Brasil, numa clínica privada, durante o ano de 2017 e 2018. Verificar se existe associação entre estas características estudadas com o surgimento da primeira crise convulsiva febril e com as recidivas. Material e Métodos: estudo descritivo, retrospectivo de desenho transversal, realizado através da pesquisa de 64 prontuários médicos. Os pacientes preencheram todos os critérios para o diagnóstico de convulsão febril atual. Todos os estágios da pesquisa, revisão dos registros médicos, confecção dos gráficos, tabelas e apreciação dos resultados foram aprovados pelo Comitê de Ética. Foram coletados e analisados antecedentes pessoais, diversas variáveis quantitativas e qualitativas e os aspectos preditivos para a primeira convulsão febril e recidivas. Resultados e Discussão: a primeira crise febril ocorreu maioritariamente entre seis e dezoito meses, no sexo masculino, após infecção viral de vias áreas superiores e em crianças saudáveis. Prevaleceram as crises simples tônico-clônicas e após febre baixa. Maioria recidivou em dois anos e pelas mesmas causas. A convulsão em febre baixa e a história familiar de convulsão febril aumentaram a frequência das recorrências. O status epilético e a Paralisia de Todd foram raros. O tipo de crise não foi determinante para as recidivas. A febre apareceu após a crise em seis casos. A maioria não teve complicações neonatais ou gestacionais. Eletroencefalogramas com anormalidades paroxísticas ocorreram em três casos. A maioria não realizou exames de imagem. Conclusões: a superioridade dos dados desta amostra foi compatível com a literatura médica. Idade, sexo, tipo de crise, tempo para recorrência, status neurológico, etiologias, história familiar e crises com febre baixa como fatores de recorrência foram semelhantes. O presente estudo reforçou o protocolo atual de manejo.