Publicação
A ocorrência de surtos de gripe em Portugal : estudo de caso - 1918 e 2009
| Resumo: | As reflexões apresentadas nesta dissertação partem do resultado de estudos empíricos concretos da investigação, integrada no Mestrado em Gestão do Território, variante em Ambiente e Recursos Naturais. Em 1918 a humanidade foi vítima de uma pandemia de gripe de cariz altamente maligno, que provocou cerca de 20.000.000 de mortes. Só em Portugal Continental fez mais de 60.000 mortos. Neste trabalho pretende-se abordar as características específicas desta gripe, do seu vírus e como se difundiu. Faz-se uma breve caracterização socioeconómica do país em 1918, chamando a atenção para o facto de a doença matar particularmente adultos jovens, e para o esquecimento a que foi votado o evento. O interesse recente pela gripe pneumónica prende-se, não com o enorme impacto demográfico e social que ela teve na história do século passado, mas com o crescente receio de uma nova pandemia associada ao novo surto de gripe em 2009 e com o desejo de aprender, com esta gripe, para saber lidar com os episódios de gripe presentes e futuros. E, ainda, do facto do vírus da gripe pneumónica recentemente isolado (H1N1) ter enormes semelhanças com o vírus de 2009 (H1N1). Este estudo contém, também, preocupações geográficas que se prendem com a comparação da distribuição espacial e com os factores potenciadores da morbilidade e mortalidade por gripe em 1918 e em 2009. A morbilidade e a mortalidade relacionadas com a gripe serão investigadas sob a forma como ocorrem no espaço e afectam diferentes grupos relativamente à idade e ao género. Tentar-se-á perceber como foi feita a comunicação da informação sobre a doença e como esta foi percepcionada pela população, para além de se tentar identificar algumas consequências demográficas, sociais e económicas. Esta investigação adoptou uma metodologia comparativa: o estudo dos dados baseou-se num raciocínio de natureza comparativa e dedutiva, para caracterizar a forma como a doença é descrita no início do século XX e depois no início do século XXI. Tenta-se, também, encontrar sinais de amplificação social do risco (atenuação ou intensificação), utilizando fundamentalmente a imprensa. Finalmente, procura-se abordar as questões da comunicação do risco. Para a contextualização desta dissertação, esta encontra-se dividida em cinco capítulos. Inicialmente são apresentados os objectivos, a metodologia e a informação utilizada na consecução deste estudo. No primeiro capítulo faz-se o enquadramento teórico do contributo da Geografia na área da Saúde. No segundo capítulo é feita uma breve caracterização, económica e política, de Portugal no início do século XX. O terceiro e quarto capítulo dizem respeito ao Estudo de Caso – A caracterização da gripe de 1918 e de 2009, respectivamente. Esta dissertação conclui com um capítulo onde é apresentada a síntese final. |
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| Autores principais: | Clemente, Maria Filomena Morais Ferreira |
| Assunto: | Vírus Pandemia Disseminação Morbilidade Mortalidade adultos jovens Esquecimento Pandemic Spread Morbidity Mortality among young adults Oblivion |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | As reflexões apresentadas nesta dissertação partem do resultado de estudos empíricos concretos da investigação, integrada no Mestrado em Gestão do Território, variante em Ambiente e Recursos Naturais. Em 1918 a humanidade foi vítima de uma pandemia de gripe de cariz altamente maligno, que provocou cerca de 20.000.000 de mortes. Só em Portugal Continental fez mais de 60.000 mortos. Neste trabalho pretende-se abordar as características específicas desta gripe, do seu vírus e como se difundiu. Faz-se uma breve caracterização socioeconómica do país em 1918, chamando a atenção para o facto de a doença matar particularmente adultos jovens, e para o esquecimento a que foi votado o evento. O interesse recente pela gripe pneumónica prende-se, não com o enorme impacto demográfico e social que ela teve na história do século passado, mas com o crescente receio de uma nova pandemia associada ao novo surto de gripe em 2009 e com o desejo de aprender, com esta gripe, para saber lidar com os episódios de gripe presentes e futuros. E, ainda, do facto do vírus da gripe pneumónica recentemente isolado (H1N1) ter enormes semelhanças com o vírus de 2009 (H1N1). Este estudo contém, também, preocupações geográficas que se prendem com a comparação da distribuição espacial e com os factores potenciadores da morbilidade e mortalidade por gripe em 1918 e em 2009. A morbilidade e a mortalidade relacionadas com a gripe serão investigadas sob a forma como ocorrem no espaço e afectam diferentes grupos relativamente à idade e ao género. Tentar-se-á perceber como foi feita a comunicação da informação sobre a doença e como esta foi percepcionada pela população, para além de se tentar identificar algumas consequências demográficas, sociais e económicas. Esta investigação adoptou uma metodologia comparativa: o estudo dos dados baseou-se num raciocínio de natureza comparativa e dedutiva, para caracterizar a forma como a doença é descrita no início do século XX e depois no início do século XXI. Tenta-se, também, encontrar sinais de amplificação social do risco (atenuação ou intensificação), utilizando fundamentalmente a imprensa. Finalmente, procura-se abordar as questões da comunicação do risco. Para a contextualização desta dissertação, esta encontra-se dividida em cinco capítulos. Inicialmente são apresentados os objectivos, a metodologia e a informação utilizada na consecução deste estudo. No primeiro capítulo faz-se o enquadramento teórico do contributo da Geografia na área da Saúde. No segundo capítulo é feita uma breve caracterização, económica e política, de Portugal no início do século XX. O terceiro e quarto capítulo dizem respeito ao Estudo de Caso – A caracterização da gripe de 1918 e de 2009, respectivamente. Esta dissertação conclui com um capítulo onde é apresentada a síntese final. |
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