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Bioensaio de extratos vegetais em Biomphalaria glabrata exposta a Schistosoma mansoni

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A schistosomose causada por Schistosoma mansoni é uma das parasitoses mais prevalentes em humanos, sendo o seu hospedeiro intermediário um molusco de água doce da espécie Biomphalaria glabrata. Para o controlo desta parasitose, além do tratamento dos doentes infetados, também é importante que as populações de moluscos sejam controladas. Visando encontrar estratégias de controlo dos moluscos, este estudo pretende clarificar o papel de alguns extratos vegetais enquanto inibidores do desenvolvimento do parasita na fase intra molusco. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo principal avaliar a atividade biológica de extratos de folhas de duas plantas da Guiné-Bissau (Abrus precatorius e Khaya senegalensis) sobre Biomphalaria glabrata infetada com Schistosoma mansoni. Os parâmetros avaliados foram a sobrevivência/mortalidade, oviposição, eliminação de cercárias e a sua viabilidade no hospedeiro definitivo (murganho), assim como a presença de danos no DNA dos moluscos através da técnica de Comet Assay. Embora os obtidos resultados sejam bastante preliminares, parecem indicar que os extratos de folhas de Abrus precatorius e Khaya senegalensis não apresentam atividade moluscicida uma vez que ocorreu uma baixa taxa mortalidade nos grupos de moluscos expostos aos extratos e esta ocorreu ao longo do bioensaio e não nas primeiras 24 horas de exposição. Através da técnica de Comet assay foi possível verificar que o DNA dos moluscos expostos aos extratos apresentava danos, mas não significativos. Em relação ao grupo de moluscos infetados com S.mansoni e expostos aos extratos, só os que foram expostos ao extrato de A. precatorius e a DMSO apresentaram danos significativos no DNA. No que diz respeito à libertação de cercárias demonstrou que a exposição aos extratos induziu uma maior libertação de cercárias por parte dos moluscos quando comparativamente ao grupo de moluscos só infetados com S.mansoni ,no entanto estas diferenças não se apresentam como significativas. Em relação à oviposição, os extratos em si parecem não ser responsáveis pelo aumento do número médio de posturas produzidas por B.glabrata. Embora tenham existido diferenças no número médio de posturas produzidas entre os vários grupos experimentais, estas só foram significativas no grupo de moluscos infetados e expostos ao extrato de K.senegalensis e no grupo de moluscos infetados mas não expostos a nenhum extrato (neste caso no controlo para os moluscos expostos ao extrato de K. senegalensis). Por outro lado, os extratos parecem afetar a viabilidade das formas infetantes, quer para o hospedeiro definitivo (cercárias), quer para o hospedeiro intermediário (miracídios).
Autores principais:FERNANDES, Hélder Felício
Assunto:Parasitologia médica Biomphalaria glabrata Schistosoma mansoni Khaya senegalensis Abrus precatorius Parasitas
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:A schistosomose causada por Schistosoma mansoni é uma das parasitoses mais prevalentes em humanos, sendo o seu hospedeiro intermediário um molusco de água doce da espécie Biomphalaria glabrata. Para o controlo desta parasitose, além do tratamento dos doentes infetados, também é importante que as populações de moluscos sejam controladas. Visando encontrar estratégias de controlo dos moluscos, este estudo pretende clarificar o papel de alguns extratos vegetais enquanto inibidores do desenvolvimento do parasita na fase intra molusco. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo principal avaliar a atividade biológica de extratos de folhas de duas plantas da Guiné-Bissau (Abrus precatorius e Khaya senegalensis) sobre Biomphalaria glabrata infetada com Schistosoma mansoni. Os parâmetros avaliados foram a sobrevivência/mortalidade, oviposição, eliminação de cercárias e a sua viabilidade no hospedeiro definitivo (murganho), assim como a presença de danos no DNA dos moluscos através da técnica de Comet Assay. Embora os obtidos resultados sejam bastante preliminares, parecem indicar que os extratos de folhas de Abrus precatorius e Khaya senegalensis não apresentam atividade moluscicida uma vez que ocorreu uma baixa taxa mortalidade nos grupos de moluscos expostos aos extratos e esta ocorreu ao longo do bioensaio e não nas primeiras 24 horas de exposição. Através da técnica de Comet assay foi possível verificar que o DNA dos moluscos expostos aos extratos apresentava danos, mas não significativos. Em relação ao grupo de moluscos infetados com S.mansoni e expostos aos extratos, só os que foram expostos ao extrato de A. precatorius e a DMSO apresentaram danos significativos no DNA. No que diz respeito à libertação de cercárias demonstrou que a exposição aos extratos induziu uma maior libertação de cercárias por parte dos moluscos quando comparativamente ao grupo de moluscos só infetados com S.mansoni ,no entanto estas diferenças não se apresentam como significativas. Em relação à oviposição, os extratos em si parecem não ser responsáveis pelo aumento do número médio de posturas produzidas por B.glabrata. Embora tenham existido diferenças no número médio de posturas produzidas entre os vários grupos experimentais, estas só foram significativas no grupo de moluscos infetados e expostos ao extrato de K.senegalensis e no grupo de moluscos infetados mas não expostos a nenhum extrato (neste caso no controlo para os moluscos expostos ao extrato de K. senegalensis). Por outro lado, os extratos parecem afetar a viabilidade das formas infetantes, quer para o hospedeiro definitivo (cercárias), quer para o hospedeiro intermediário (miracídios).