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O Códice Polifónico de Arouca. Estudo e Transcrição

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O mosteiro de Arouca tornou-se, a partir do segundo quartel do século XIII, sob o patronato de Dona Mafalda, uma das mais importantes casas cistercienses femininas em Portugal. Enquanto instituição religiosa abastada e de renome, a música sempre desempenhou na liturgia deste mosteiro um papel fundamental. Os seus livros com notação musical têm desde há muito despertado o interesse de diversos musicólogos nacionais e internacionais, interesse este que se revelaria inteiramente fundamentado pela descoberta, feita por Manuel Pedro Ferreira em 1992, da mais antiga peça polifónica até ao momento conhecida em Portugal, um hino a São Bernardo de Claraval. Em 1947 Dom Mauro Fábregas descobriu neste mosteiro um livro de coro, o único do espólio de Arouca que contém exclusivamente reportório polifónico de proeminentes compositores ibéricos dos séculos XVI e XVII. Um Magnificat de Morales, diversos Alleluias de compositores como Manuel Mendes, Francisco Velez, Simão dos Anjos ou João Leite de Azevedo, bem como uma missa paródia sobre a canção «O gram Senhora», de um misterioso Brasil, são algumas das obras de interesse neste códice. Uma série de notas, em marginalia, apontando para a execução instrumental de baixão e viola da gamba tornam o códice ainda mais rico e lançam alguma luz sobre as práticas interpretativas no contexto do convento de Arouca. Embora já parcialmente estudado, o códice de Arouca é pela primeira vez objecto de investigação mais aprofundada, uma contribuição que se crê relevante para o estudo da prática de polifonia sacra no século XVII português.
Autores principais:Carvalho, Ana Delfina Xavier de Paiva de Sá
Assunto:Polifonia Manuscritos Arouca Edição Musical
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:O mosteiro de Arouca tornou-se, a partir do segundo quartel do século XIII, sob o patronato de Dona Mafalda, uma das mais importantes casas cistercienses femininas em Portugal. Enquanto instituição religiosa abastada e de renome, a música sempre desempenhou na liturgia deste mosteiro um papel fundamental. Os seus livros com notação musical têm desde há muito despertado o interesse de diversos musicólogos nacionais e internacionais, interesse este que se revelaria inteiramente fundamentado pela descoberta, feita por Manuel Pedro Ferreira em 1992, da mais antiga peça polifónica até ao momento conhecida em Portugal, um hino a São Bernardo de Claraval. Em 1947 Dom Mauro Fábregas descobriu neste mosteiro um livro de coro, o único do espólio de Arouca que contém exclusivamente reportório polifónico de proeminentes compositores ibéricos dos séculos XVI e XVII. Um Magnificat de Morales, diversos Alleluias de compositores como Manuel Mendes, Francisco Velez, Simão dos Anjos ou João Leite de Azevedo, bem como uma missa paródia sobre a canção «O gram Senhora», de um misterioso Brasil, são algumas das obras de interesse neste códice. Uma série de notas, em marginalia, apontando para a execução instrumental de baixão e viola da gamba tornam o códice ainda mais rico e lançam alguma luz sobre as práticas interpretativas no contexto do convento de Arouca. Embora já parcialmente estudado, o códice de Arouca é pela primeira vez objecto de investigação mais aprofundada, uma contribuição que se crê relevante para o estudo da prática de polifonia sacra no século XVII português.