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A memória nunca no mundo viu tão grão vitória

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Em 30 de Outubro de 1340, nas imediações da cidade andaluza de Tarifa, teve lugar uma importante batalha campal opondo as forças reunidas do rei português D. Afonso IV e do seu genro, Afonso XI de Castela, às hostes berberes e do reino muçulmano de Granada. A imprevisível vitória dos exércitos cristãos, em menor número, conheceu ampla ressonância, não só nas crónicas, mas noutras formas literárias e artísticas. Atendendo ao contexto simbólico-religioso da Batalha do Salado, não surpreende que a liturgia haja assumido prontamente o evento nos calendários celebrativos, com a comemoração da Victoria Christianorum. Com efeito, o Liber Catenatus, conservado no Arquivo da Universidade de Coimbra, e paleograficamente datável de meados do séc. XIV (1350-60), contém alguns hinos para esta festa, e conhecem-se também os textos litúrgicos da Missa e do Ofício Divino, que integravam os próprios de diversas dioceses portuguesas. Mas a informação sobre a dimensão musical é muito mais reduzida, quase inexistente. Com a presente comunicação, procura-se essencialmente divulgar os formulários litúrgico-musicaisda celebração, tal como se encontram conservados em dois códices de cantochão compostos para a Sé de Coimbra em princípios do séc. XVII e que constituem, provavelmente, o mais completo registo deste repertório particular.
Autores principais:Seiça, Alberto Medina
Assunto:Batalha do Salado comemoração litúrgica Sé de Coimbra Cantochão
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Em 30 de Outubro de 1340, nas imediações da cidade andaluza de Tarifa, teve lugar uma importante batalha campal opondo as forças reunidas do rei português D. Afonso IV e do seu genro, Afonso XI de Castela, às hostes berberes e do reino muçulmano de Granada. A imprevisível vitória dos exércitos cristãos, em menor número, conheceu ampla ressonância, não só nas crónicas, mas noutras formas literárias e artísticas. Atendendo ao contexto simbólico-religioso da Batalha do Salado, não surpreende que a liturgia haja assumido prontamente o evento nos calendários celebrativos, com a comemoração da Victoria Christianorum. Com efeito, o Liber Catenatus, conservado no Arquivo da Universidade de Coimbra, e paleograficamente datável de meados do séc. XIV (1350-60), contém alguns hinos para esta festa, e conhecem-se também os textos litúrgicos da Missa e do Ofício Divino, que integravam os próprios de diversas dioceses portuguesas. Mas a informação sobre a dimensão musical é muito mais reduzida, quase inexistente. Com a presente comunicação, procura-se essencialmente divulgar os formulários litúrgico-musicaisda celebração, tal como se encontram conservados em dois códices de cantochão compostos para a Sé de Coimbra em princípios do séc. XVII e que constituem, provavelmente, o mais completo registo deste repertório particular.