Publicação
Vida e (im)possibilidade
| Resumo: | A partir de uma analítica da rede de relações heterogéneas e historicamente situadas que definem (e são definidas por) uma certa racionalidade política, discutimos a condição humana na modernidade avançada nos seus fundamentos politico-filosóficos. A exceção, paradigma da (bio)governamentalidade contemporânea, permeabiliza as relações entre normativo e anormativo, criando zonas de indistinção onde se produz o abandono da vida. Deixada à deriva num movimento errático de auto-referenciação, a vida inscreve-se numa lógica de (im)possibilidade que autoriza e interdita determinadas formas de subjetivação. Lugar de abandono, o corpo biopolítico mostra os limites do poder que o expõe à morte e, nesse instante, constitui-se como heterotopia, anunciando a possibilidade da resistência. |
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| Autores principais: | Manso, Ana |
| Assunto: | vida exceção abandono deriva heterotopia |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | A partir de uma analítica da rede de relações heterogéneas e historicamente situadas que definem (e são definidas por) uma certa racionalidade política, discutimos a condição humana na modernidade avançada nos seus fundamentos politico-filosóficos. A exceção, paradigma da (bio)governamentalidade contemporânea, permeabiliza as relações entre normativo e anormativo, criando zonas de indistinção onde se produz o abandono da vida. Deixada à deriva num movimento errático de auto-referenciação, a vida inscreve-se numa lógica de (im)possibilidade que autoriza e interdita determinadas formas de subjetivação. Lugar de abandono, o corpo biopolítico mostra os limites do poder que o expõe à morte e, nesse instante, constitui-se como heterotopia, anunciando a possibilidade da resistência. |
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