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Luz e sombra. A estética da luz nas Igrejas de Sta. Maria e da Luz, de Siza e Ando
| Resumo: | A luz natural é um dos principais elementos da arquitectura contemporânea, pela influência que exerce, quer em termos construtivos quer estéticos. Nas primeiras décadas do século XX era vista como sinónimo de higiene; a partir dos anos 50, como matéria metafísica. Álvaro Siza Vieira, conhecido arquitecto português, desenvolveu uma visão muito pessoal sobre a temática da luz, arreigada aos princípios do rigor e sintetismo. Desenvolveu-a em diversas obras, entre as quais se destaca a Igreja de Santa Maria, de Marco de Canaveses (edificada entre 1994 e 1996). Tadao Ando, renomado arquitecto japonês, possui um entendimento diferente da luz natural, radicada na própria cultura tradicional nipónica, segundo a qual as potencialidades da luz só são reveladas pela sombra. As obras de Ando são um reflexo destes ensinamentos, destacando-se, entre elas, a Igreja da Luz (construída em Osaka entre 1987 e 1989). Quando comparadas as duas igrejas, tendo em conta o citado parâmetro (tema da presente dissertação de mestrado), entendemos que, apesar das evidentes diferenças (nomeadamente nas cores e texturas dos materiais das igrejas e nas aberturas) ambos os arquitectos dão à luz (embora cada um à sua maneira) importância fundamental, em termos conceptuais, estéticos e de objectivos (criação das sensações de profundidade, austeridade, silêncio e a serenidade, característicos dos edifícios da natureza dos analisados). Embora as culturas ocidental e oriental continuem a ser distintas e a influenciar directamente os projectos, estes são contemporâneos e os objectivos a atingir pelos respectivos autores apresentam traços comuns. |
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| Autores principais: | Paiva, Rita Ferreira Marques de |
| Assunto: | Luz natural Sombra Arquitectura contemporânea Igrejas |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | A luz natural é um dos principais elementos da arquitectura contemporânea, pela influência que exerce, quer em termos construtivos quer estéticos. Nas primeiras décadas do século XX era vista como sinónimo de higiene; a partir dos anos 50, como matéria metafísica. Álvaro Siza Vieira, conhecido arquitecto português, desenvolveu uma visão muito pessoal sobre a temática da luz, arreigada aos princípios do rigor e sintetismo. Desenvolveu-a em diversas obras, entre as quais se destaca a Igreja de Santa Maria, de Marco de Canaveses (edificada entre 1994 e 1996). Tadao Ando, renomado arquitecto japonês, possui um entendimento diferente da luz natural, radicada na própria cultura tradicional nipónica, segundo a qual as potencialidades da luz só são reveladas pela sombra. As obras de Ando são um reflexo destes ensinamentos, destacando-se, entre elas, a Igreja da Luz (construída em Osaka entre 1987 e 1989). Quando comparadas as duas igrejas, tendo em conta o citado parâmetro (tema da presente dissertação de mestrado), entendemos que, apesar das evidentes diferenças (nomeadamente nas cores e texturas dos materiais das igrejas e nas aberturas) ambos os arquitectos dão à luz (embora cada um à sua maneira) importância fundamental, em termos conceptuais, estéticos e de objectivos (criação das sensações de profundidade, austeridade, silêncio e a serenidade, característicos dos edifícios da natureza dos analisados). Embora as culturas ocidental e oriental continuem a ser distintas e a influenciar directamente os projectos, estes são contemporâneos e os objectivos a atingir pelos respectivos autores apresentam traços comuns. |
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