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Remoção de compostos farmacêuticos presentes em água residuais, pelo processo de adsorção em carvões derivados de biomassaa

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Resumo:Nos últimos anos, a crescente consciência ambiental e a busca por soluções sustentáveis têm direcionado a atenção para a valorização de resíduos industriais, visando não apenas reduzir o impacto ambiental, mas também explorar novas oportunidades de geração de valor a partir desses subprodutos. Nesse contexto, a indústria de coco tem despertado interesse devido à quantidade significativa de cascas de coco geradas como resíduos/subprodutos, que possuem potencial para serem transformadas em biocarvões ativados, que, por sua vez, apresentam propriedades únicas de adsorção. O presente trabalho visa explorar a valorização das cascas de coco por meio da produção de biocarvões ativados e investigar a sua eficácia na remoção de contaminantes emergentes tais como o Diclofenac (DCF), a Tetraciclina (TTC) e o Paracetamol (PAR), por adsorção em fase líquida. Foram utilizados três tipos de carvões: os carvões SE-E e SE-6 foram ativados quimicamente (H3PO4 e ZnCl2, respetivamente) e o carvão CH-7 foi ativado fisicamente (CO2). Realizaram-se ensaio preliminares e procedeu-se ao estudo das cinéticas e isotérmicas de adsorção de cada carvão ativado com os fármacos. O carvão CH-7 apresentou baixa capacidade de adsorção para os fármacos e só se realizaram estudos deste carvão com o PAR. O modelo cinético de pseudo-segunda ordem foi o que melhor se ajustou em todos os casos estudados. No estudo das isotérmicas de adsorção do DCF e PAR, o carvão SE-6 apresentou as maiores capacidades máximas de adsorção, pelo modelo de Langmuir, relativamente ao carvão SE-E, de 376,1 mg/g e 190,7 mg/g, respetivamente. Para a TTC, o carvão SE- E apresentou melhores resultados, com uma capacidade máxima de adsorção de 364,8 mg/g.Em suma, este estudo permitiu evidenciar que é possível utilizar biocarvões ativados derivados da casca de coco na remoção eficiente de micropoluentes emergentes presentes em águas residuais.
Autores principais:Mykhaltsova, Valeriya
Assunto:Adsorção Biocarvões Casca de coco Diclofenac Paracetamol Tetraciclina
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Nos últimos anos, a crescente consciência ambiental e a busca por soluções sustentáveis têm direcionado a atenção para a valorização de resíduos industriais, visando não apenas reduzir o impacto ambiental, mas também explorar novas oportunidades de geração de valor a partir desses subprodutos. Nesse contexto, a indústria de coco tem despertado interesse devido à quantidade significativa de cascas de coco geradas como resíduos/subprodutos, que possuem potencial para serem transformadas em biocarvões ativados, que, por sua vez, apresentam propriedades únicas de adsorção. O presente trabalho visa explorar a valorização das cascas de coco por meio da produção de biocarvões ativados e investigar a sua eficácia na remoção de contaminantes emergentes tais como o Diclofenac (DCF), a Tetraciclina (TTC) e o Paracetamol (PAR), por adsorção em fase líquida. Foram utilizados três tipos de carvões: os carvões SE-E e SE-6 foram ativados quimicamente (H3PO4 e ZnCl2, respetivamente) e o carvão CH-7 foi ativado fisicamente (CO2). Realizaram-se ensaio preliminares e procedeu-se ao estudo das cinéticas e isotérmicas de adsorção de cada carvão ativado com os fármacos. O carvão CH-7 apresentou baixa capacidade de adsorção para os fármacos e só se realizaram estudos deste carvão com o PAR. O modelo cinético de pseudo-segunda ordem foi o que melhor se ajustou em todos os casos estudados. No estudo das isotérmicas de adsorção do DCF e PAR, o carvão SE-6 apresentou as maiores capacidades máximas de adsorção, pelo modelo de Langmuir, relativamente ao carvão SE-E, de 376,1 mg/g e 190,7 mg/g, respetivamente. Para a TTC, o carvão SE- E apresentou melhores resultados, com uma capacidade máxima de adsorção de 364,8 mg/g.Em suma, este estudo permitiu evidenciar que é possível utilizar biocarvões ativados derivados da casca de coco na remoção eficiente de micropoluentes emergentes presentes em águas residuais.