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Caracterização dos internamentos no SNS em Portugal de 2015 a 2017: a perspetiva dos tratamentos da estenose aórtica
| Resumo: | RESUMO - Introdução: A prevalência da estenose aórtica tem crescido em todo o mundo e representa um desafio para a saúde pública. O tratamento gold-standard é a Substituição Cirúrgica da Válvula Aórtica (do inglês, SAVR), no entanto, a utilização da Implantação Transcateter da Válvula Aórtica (do inglês, TAVI) tem vindo a aumentar, especialmente em pacientes de alto risco cirúrgico. Objetivo: Identificar e caracterizar a distribuição espacial e os fatores associados a utilização de TAVI versus SAVR em internamentos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) em Portugal, de 2015 a 2017. Metodologia: Trata-se de um estudo quantitativo, analítico, observacional, retrospetivo, a partir da base de dados de altas de internamento do SNS. Os procedimentos, TAVI e SAVR, foram classificados de acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID). A distribuição espacial foi realizada a partir da taxa padronizada por idades para cada distrito de residência. Os fatores, associados a realização de cada procedimento, foram analisados pelo teste do Qui-quadrado, teste t para amostras independentes e regressão logística ao nível de significância de 5%. Resultados: Foram analisadas 8.398 hospitalizações sendo 88,5% para SAVR e 11,5% para TAVI. Na distribuição espacial, ao longo dos anos analisados, observou-se um aumento na utilização de SAVR na região Norte e uma diminuição na região de LVT, o padrão inverso foi observado em pacientes submetidos a TAVI. A média da idade para SAVR foi de 70 anos (±11) e 81 anos (±7) anos para TAVI (p<0,001), 56,9% do sexo masculino para SAVR e 44,6% para TAVI (p<0,001). O ano de realização do procedimento (p<0,001), tipo de admissão (p<0,001), localização geográfica (p<0,001), severidade (p<0,001) e o Índice de Comorbilidade de Charlson (ICC) (p<0,001) foram associados a realização de TAVI. O modelo ajustado revelou que uma idade mais avançada, hospitalizações mais recentes, residir em Lisboa e Vale do Tejo (LVT) e ter ICC≥3 aumentavam as chances de realizar TAVI. Conclusão: Os resultados do presente estudo indicam a existência de diferenças geográficas no tratamento da estenose aórtica, de 2015 a 2017, que podem estar relacionadas com desigualdades no acesso aos procedimentos e, por sua vez, podem potenciar as iniquidades em saúde em Portugal. |
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| Autores principais: | Avelar, Fernando Genovez de |
| Assunto: | Estenose da válvula aórtica Substituição transcateter da válvula aórtica Substituição cirúrgica da válvula aórtica Internamento Distribuição espacial Transcatheter aortic valve implantation Aortic valve stenosis Surgical aortic valve replacement Hospitalisation Spatial distribution |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | RESUMO - Introdução: A prevalência da estenose aórtica tem crescido em todo o mundo e representa um desafio para a saúde pública. O tratamento gold-standard é a Substituição Cirúrgica da Válvula Aórtica (do inglês, SAVR), no entanto, a utilização da Implantação Transcateter da Válvula Aórtica (do inglês, TAVI) tem vindo a aumentar, especialmente em pacientes de alto risco cirúrgico. Objetivo: Identificar e caracterizar a distribuição espacial e os fatores associados a utilização de TAVI versus SAVR em internamentos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) em Portugal, de 2015 a 2017. Metodologia: Trata-se de um estudo quantitativo, analítico, observacional, retrospetivo, a partir da base de dados de altas de internamento do SNS. Os procedimentos, TAVI e SAVR, foram classificados de acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID). A distribuição espacial foi realizada a partir da taxa padronizada por idades para cada distrito de residência. Os fatores, associados a realização de cada procedimento, foram analisados pelo teste do Qui-quadrado, teste t para amostras independentes e regressão logística ao nível de significância de 5%. Resultados: Foram analisadas 8.398 hospitalizações sendo 88,5% para SAVR e 11,5% para TAVI. Na distribuição espacial, ao longo dos anos analisados, observou-se um aumento na utilização de SAVR na região Norte e uma diminuição na região de LVT, o padrão inverso foi observado em pacientes submetidos a TAVI. A média da idade para SAVR foi de 70 anos (±11) e 81 anos (±7) anos para TAVI (p<0,001), 56,9% do sexo masculino para SAVR e 44,6% para TAVI (p<0,001). O ano de realização do procedimento (p<0,001), tipo de admissão (p<0,001), localização geográfica (p<0,001), severidade (p<0,001) e o Índice de Comorbilidade de Charlson (ICC) (p<0,001) foram associados a realização de TAVI. O modelo ajustado revelou que uma idade mais avançada, hospitalizações mais recentes, residir em Lisboa e Vale do Tejo (LVT) e ter ICC≥3 aumentavam as chances de realizar TAVI. Conclusão: Os resultados do presente estudo indicam a existência de diferenças geográficas no tratamento da estenose aórtica, de 2015 a 2017, que podem estar relacionadas com desigualdades no acesso aos procedimentos e, por sua vez, podem potenciar as iniquidades em saúde em Portugal. |
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