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Ensino do Português no Estrangeiro: Contextos, Políticas e Abordagens
| Resumo: | A língua portuguesa ocupa atualmente um lugar de destaque no mundo global. É a língua mais falada no hemisfério sul e uma das cinco línguas mais faladas no mundo, com cerca de 263 milhões de falantes. Em 2050 serão de 390 milhões de falantes nos seis continentes e 490 milhões até 2100 (Atlas da Língua Portuguesa, 2016). De acordo com a World Internet Statistics (2016) o português é também a quinta língua mais usada na Internet, com cerca de 154.5 milhões de utilizadores, à sua frente ficam o Inglês (948.6), o chinês (751.9), o espanhol (277.1) e o árabe (168.4). O Brasil aparece em quarto lugar com o maior número de utilizadores de Internet (139.1 milhões). A importância da língua portuguesa como fator de afirmação no mundo global estende-se, nos dias de hoje, aos mais diversos domínios, como meio privilegiado de comunicação, saber e cultura, assumindo um poder geoestratégico indiscutível. O português tem sido uma língua de contacto entre povos e civilizações distintas. Como resultado, é a língua oficial de nove países (Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e, mais recentemente, Guiné-Equatorial) e a segunda oficial de Timor-Leste e Macau, exibindo, assim, a vasta diversidade de contextos linguísticos, políticos e geográficos. No entanto, o seu estatuto como Língua segunda e estrangeira difere de contexto para contexto. É, assim, crucial perceber esta modificação ao nível de seu uso em contextos linguísticos, geográficos e políticos distintos. É, nesse sentido, um desafio entender como a pesquisa atual no campo do ensino e aprendizagem das línguas se aplica à diversidade cultural das audiências alvo e se adapta às realidades diferentes e complexas, refletindo as suas limitações, conflitos e exigências, na medida em que a língua (s) e a cultura (s) estão ligadas inevitavelmente uma(s) à(s) outra(s). Pelas razões expostas, pretende-se determinar os contextos, as políticas e as abordagens que presidem ao ensino do português no estrangeiro, no sentido de clarificar como se organiza este tipo de ensino na Europa e em África, em particular, nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), mediante a aplicação de um inquérito aos professores e alunos do EPE nos contextos europeu e africano, individualizando o domínio da aprendizagem e ensino do português como língua segunda e estrangeira, em contextos políticos, geográficos e linguísticos múltiplos. Constatámos que os desafios dos sistemas de ensino e realidades diferentes apresentam algumas diferenças, mas também se debatem com problemas semelhantes. Há ainda um longo caminho a percorrer em virtude das dificuldades e das muitas ineficiências na execução do EPE nos diferentes contextos. |
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| Autores principais: | Lopes, Anabela de Jesus Mendonça |
| Assunto: | Ensino do Português Língua Segunda EPE (Ensino do Português no Estrangeiro) Definição de L1, L2, LE Ensino de português como L2/ LE Política de ensino do PLE/ PL2 no estrangeiro PTA (Portuguese Teaching Abroad) Definition of L1, L2, FL Teaching Portuguese as L2/FL Portuguese Education Policy Abroad PFL/ PL2 |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | A língua portuguesa ocupa atualmente um lugar de destaque no mundo global. É a língua mais falada no hemisfério sul e uma das cinco línguas mais faladas no mundo, com cerca de 263 milhões de falantes. Em 2050 serão de 390 milhões de falantes nos seis continentes e 490 milhões até 2100 (Atlas da Língua Portuguesa, 2016). De acordo com a World Internet Statistics (2016) o português é também a quinta língua mais usada na Internet, com cerca de 154.5 milhões de utilizadores, à sua frente ficam o Inglês (948.6), o chinês (751.9), o espanhol (277.1) e o árabe (168.4). O Brasil aparece em quarto lugar com o maior número de utilizadores de Internet (139.1 milhões). A importância da língua portuguesa como fator de afirmação no mundo global estende-se, nos dias de hoje, aos mais diversos domínios, como meio privilegiado de comunicação, saber e cultura, assumindo um poder geoestratégico indiscutível. O português tem sido uma língua de contacto entre povos e civilizações distintas. Como resultado, é a língua oficial de nove países (Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e, mais recentemente, Guiné-Equatorial) e a segunda oficial de Timor-Leste e Macau, exibindo, assim, a vasta diversidade de contextos linguísticos, políticos e geográficos. No entanto, o seu estatuto como Língua segunda e estrangeira difere de contexto para contexto. É, assim, crucial perceber esta modificação ao nível de seu uso em contextos linguísticos, geográficos e políticos distintos. É, nesse sentido, um desafio entender como a pesquisa atual no campo do ensino e aprendizagem das línguas se aplica à diversidade cultural das audiências alvo e se adapta às realidades diferentes e complexas, refletindo as suas limitações, conflitos e exigências, na medida em que a língua (s) e a cultura (s) estão ligadas inevitavelmente uma(s) à(s) outra(s). Pelas razões expostas, pretende-se determinar os contextos, as políticas e as abordagens que presidem ao ensino do português no estrangeiro, no sentido de clarificar como se organiza este tipo de ensino na Europa e em África, em particular, nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), mediante a aplicação de um inquérito aos professores e alunos do EPE nos contextos europeu e africano, individualizando o domínio da aprendizagem e ensino do português como língua segunda e estrangeira, em contextos políticos, geográficos e linguísticos múltiplos. Constatámos que os desafios dos sistemas de ensino e realidades diferentes apresentam algumas diferenças, mas também se debatem com problemas semelhantes. Há ainda um longo caminho a percorrer em virtude das dificuldades e das muitas ineficiências na execução do EPE nos diferentes contextos. |
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