Publicação
As relações sino-paquistanesas e o equilíbrio de poder no Indo-Pacífico (1972-2020)
| Resumo: | No contexto de uma alteração constante das dinâmicas regionais do Indo-Pacífico e da geopolítica global, a Ásia do Sul, como ponto central da região do Índico, está entre as principais regiões com capacidade geoestratégica para alterar o status quo. A China e o Paquistão, ao longo dos últimos 50 anos, têm fomentado as relações entre si ao nível político, cultural e económico, criando uma “irmandade de ferro” que amplificou a capacidade mútua de garantir o atingir dos principais objetivos da política externa de ambos. O eixo sino-paquistanês, que surgiu com base na necessidade da China e do Paquistão de contrabalançar a Índia no contexto regional, evoluiu até aos dias de hoje como um sistema de “aliança” bem cimentado e ambicioso que não só procura conter a Índia e o eixo indo-americano, como ainda tem como principal objetivo na atualidade a contenção norte-americana no espaço regional do Indo-Pacífico, permitindo a ascensão chinesa a poder hegemónico regional e a colocação paquistanesa num lugar de relevo no sistema internacional. Para tal, o CPEC, projeto apresentado, em 2013, como principal estratégia chinesa para o Índico, surge como o principal esforço sino-paquistanês para o aumento da influência chinesa e paquistanesa nas regiões da Ásia do Sul, da Ásia Central e do Médio Oriente, servindo como base para a estratégia chinesa no combate hegemónico com os EUA. O objetivo desta investigação é o de procurar perceber a evolução do eixo sino-paquistanês e a forma como este teve influência na forma como os jogos de poder têm sido jogados no Índico, sobretudo no embate com o eixo indo-americano. |
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| Autores principais: | Santos, Tiago Daniel Botelho dos |
| Assunto: | China Paquistão Índia EUA Indo-Pacífico CPEC Ásia do Sul Pakistan India USA Indo-Pacific South Asia |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | No contexto de uma alteração constante das dinâmicas regionais do Indo-Pacífico e da geopolítica global, a Ásia do Sul, como ponto central da região do Índico, está entre as principais regiões com capacidade geoestratégica para alterar o status quo. A China e o Paquistão, ao longo dos últimos 50 anos, têm fomentado as relações entre si ao nível político, cultural e económico, criando uma “irmandade de ferro” que amplificou a capacidade mútua de garantir o atingir dos principais objetivos da política externa de ambos. O eixo sino-paquistanês, que surgiu com base na necessidade da China e do Paquistão de contrabalançar a Índia no contexto regional, evoluiu até aos dias de hoje como um sistema de “aliança” bem cimentado e ambicioso que não só procura conter a Índia e o eixo indo-americano, como ainda tem como principal objetivo na atualidade a contenção norte-americana no espaço regional do Indo-Pacífico, permitindo a ascensão chinesa a poder hegemónico regional e a colocação paquistanesa num lugar de relevo no sistema internacional. Para tal, o CPEC, projeto apresentado, em 2013, como principal estratégia chinesa para o Índico, surge como o principal esforço sino-paquistanês para o aumento da influência chinesa e paquistanesa nas regiões da Ásia do Sul, da Ásia Central e do Médio Oriente, servindo como base para a estratégia chinesa no combate hegemónico com os EUA. O objetivo desta investigação é o de procurar perceber a evolução do eixo sino-paquistanês e a forma como este teve influência na forma como os jogos de poder têm sido jogados no Índico, sobretudo no embate com o eixo indo-americano. |
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