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Os ofícios dos metais nas cidades medievais portuguesas: o caso dos ourives (1300-1499)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A primeira referência documental acerca da legislação do trabalho dos metais, nomeadamente os preciosos em Portugal, na Idade Média, data do século XI, quando nos surge a referência a um ourives, no tempo do conde D. Henrique. Apesar das lacunas existentes na informação relativa a este tema, conclui-se que tanto os cristãos como os judeus sempre trabalharam os metais. Para tal, foram agraciados por privilégios concedidos pelos reis de Portugal, tanto de propriedade, como de natureza económica, fiscal e social. No entanto, os privilégios dos mestres judeus têm sempre de ser enquadrados nas limitações impostas pela sociedade à sua diferente condição etno- religiosa. É certa a ancestral existência de ourives cristãos e judeus em Portugal. Mas ao longo dos séculos XIV e XV os registos documentais de ambos não são idênticos em número e em dispersão espacial. Aliás, apenas em dezoito cidades aparecem documentados ourives, o que nos leva a crer que a ourivesaria não se desenvolvia de facto em todo o território português, ou devido à falta de documentação mais relevante e mais aprofundada sobre o exercício deste ofício, apesar de ser um dos mais conceituados. A presente dissertação de mestrado pretende, mediante a análise da legislação e da documentação avulsa sobre os ourives, elucidar, tanto quanto possível, o exercício dos mesteirais da ourivesaria ao tentar compreender a sua dinâmica interna, bem como a relação que mantinham uns com os outros e obviamente com as autoridades concelhias/régias entre os séculos XIV e XV. Para tal, é preciso recuar até aos séculos XII e XIII para se analisar a documentação do período referido, que depois se alarga exponencialmente nos séculos XIV e XV.
Autores principais:Acs, Luana Narcisa
Assunto:Portugal Idade Média Cidades Mesteres Metais preciosos Middle Ages Cities Crafts
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:A primeira referência documental acerca da legislação do trabalho dos metais, nomeadamente os preciosos em Portugal, na Idade Média, data do século XI, quando nos surge a referência a um ourives, no tempo do conde D. Henrique. Apesar das lacunas existentes na informação relativa a este tema, conclui-se que tanto os cristãos como os judeus sempre trabalharam os metais. Para tal, foram agraciados por privilégios concedidos pelos reis de Portugal, tanto de propriedade, como de natureza económica, fiscal e social. No entanto, os privilégios dos mestres judeus têm sempre de ser enquadrados nas limitações impostas pela sociedade à sua diferente condição etno- religiosa. É certa a ancestral existência de ourives cristãos e judeus em Portugal. Mas ao longo dos séculos XIV e XV os registos documentais de ambos não são idênticos em número e em dispersão espacial. Aliás, apenas em dezoito cidades aparecem documentados ourives, o que nos leva a crer que a ourivesaria não se desenvolvia de facto em todo o território português, ou devido à falta de documentação mais relevante e mais aprofundada sobre o exercício deste ofício, apesar de ser um dos mais conceituados. A presente dissertação de mestrado pretende, mediante a análise da legislação e da documentação avulsa sobre os ourives, elucidar, tanto quanto possível, o exercício dos mesteirais da ourivesaria ao tentar compreender a sua dinâmica interna, bem como a relação que mantinham uns com os outros e obviamente com as autoridades concelhias/régias entre os séculos XIV e XV. Para tal, é preciso recuar até aos séculos XII e XIII para se analisar a documentação do período referido, que depois se alarga exponencialmente nos séculos XIV e XV.