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Análise do processo de co-digestão anaeróbia de lamas e óleos alimentares usados. Caso de estudo FA da Guia

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Resumo:O presente trabalho teve como objetivo avaliar a viabilidade de co-digestão anaeróbia (CoDA) com óleos alimentares usados (OAU) na FA da Guia. Os OAU são um substrato com elevado potencial teórico de produção de metano, variando entre 0,7 a 1,1 m³ CH 4 /kg SV. O interesse em testar este substrato surgiu devido ao projeto da Águas do Tejo Atlântico em estudar a viabilidade de codigestão e valorização deste tipo de resíduo de forma a potenciar a energia produzida na FA da Guia. Para tal, realizou-se um ensaio de potencial bioquímico de metano (biochemical methane potential, BMP) que pretendeu replicar as condições reais de um digestor. Utilizaram-se lamas digeridas como inóculo, lamas espessadas como substrato e OAU como co-substrato, testando-se três condições em que se variou o volume de OAU adicionado: 0% OAU (branco), 5% OAU e 10% OAU. Apesar de preliminares, os resultados do ensaio BMP permitem, desde já, concluir que a adição de OAU não demonstrou qualquer efeito inibitório sobre a digestão anaeróbia e que aumentou consideravelmente o potencial de recuperação de metano. O ensaio com 10% de OAU registou a maior produção específica de metano, com um valor máximo de 176,2 NmL/g SV adicionado. A adição de OAU resultou num aumento de, pelo menos, 47% na produção específica de metano em comparação com o ensaio em branco. No entanto, ficou claro que é fundamental realizar mais ensaios. Deve aumentar-se o tempo de duração dos ensaios e devem testar-se novas condições e pré-tratamentos por forma a garantir a maximização da produção de metano e do rendimento do processo de digestão.
Autores principais:Gascão, Mariana
Assunto:Co-digestão anaeróbia Ensaios BMP Óleos alimentares usados Biogás Metano
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:O presente trabalho teve como objetivo avaliar a viabilidade de co-digestão anaeróbia (CoDA) com óleos alimentares usados (OAU) na FA da Guia. Os OAU são um substrato com elevado potencial teórico de produção de metano, variando entre 0,7 a 1,1 m³ CH 4 /kg SV. O interesse em testar este substrato surgiu devido ao projeto da Águas do Tejo Atlântico em estudar a viabilidade de codigestão e valorização deste tipo de resíduo de forma a potenciar a energia produzida na FA da Guia. Para tal, realizou-se um ensaio de potencial bioquímico de metano (biochemical methane potential, BMP) que pretendeu replicar as condições reais de um digestor. Utilizaram-se lamas digeridas como inóculo, lamas espessadas como substrato e OAU como co-substrato, testando-se três condições em que se variou o volume de OAU adicionado: 0% OAU (branco), 5% OAU e 10% OAU. Apesar de preliminares, os resultados do ensaio BMP permitem, desde já, concluir que a adição de OAU não demonstrou qualquer efeito inibitório sobre a digestão anaeróbia e que aumentou consideravelmente o potencial de recuperação de metano. O ensaio com 10% de OAU registou a maior produção específica de metano, com um valor máximo de 176,2 NmL/g SV adicionado. A adição de OAU resultou num aumento de, pelo menos, 47% na produção específica de metano em comparação com o ensaio em branco. No entanto, ficou claro que é fundamental realizar mais ensaios. Deve aumentar-se o tempo de duração dos ensaios e devem testar-se novas condições e pré-tratamentos por forma a garantir a maximização da produção de metano e do rendimento do processo de digestão.