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A tradução do hedonismo em O retrato de Dorian Gray

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Pretende-se com este trabalho interpretar a noção de hedonismo em O Retrato de Dorian Gray, o único romance escrito por Oscar Wilde, no texto de partida e nos dois textos de chegada com maior número de edições em Portugal: a tradução de Januário Leite e a de Margarida Vale de Gato. Num primeiro momento, é analisado o conceito geral de hedonismo e o significado deste para Oscar Wilde, bem como exemplos concretos relacionados com tal doutrina filosófico-moral no texto de partida. Num segundo momento, é abordado o estatuto do autor no sistema de partida e no sistema de chegada, através de um breve estudo da sua recepção literária. Para avaliação da fortuna literária da obra em Portugal, procedeu-se adicionalmente a uma pesquisa atenta do histórico das mais de 30 publicações no nosso país, desde a primeira tradução feita no Brasil e posteriormente publicada em Portugal. São também esclarecidas as razões que levaram as editoras a apostar em várias edições e reimpressões dessa tradução da obra. Num terceiro momento, são dados a conhecer os perfis dos tradutores em foco, e, por fim, é feita uma comparação entre os dois textos de chegada. Procura-se pôr em evidência em que medida o tradutor, como leitor e intérprete do texto de partida, o transforma, condicionado pelas suas vivências, pelo público a quem se dirige e pela época em que se insere. Por último, o presente estudo visa encontrar a resposta para a questão: de que forma o hedonismo de Wilde foi transfigurado, ao sabor dos tempos, das vontades das editoras, dos tradutores e dos leitores, na época do Estado Novo, com a tradução de Januário Leite, e, no final do século XX, com a de Margarida Vale de Gato.
Autores principais:Bretes, Ana Rita Cruz Nunes Vilhena Pereira
Assunto:Tradução Literária Oscar Wilde Receção em Portugal Hedonismo
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Pretende-se com este trabalho interpretar a noção de hedonismo em O Retrato de Dorian Gray, o único romance escrito por Oscar Wilde, no texto de partida e nos dois textos de chegada com maior número de edições em Portugal: a tradução de Januário Leite e a de Margarida Vale de Gato. Num primeiro momento, é analisado o conceito geral de hedonismo e o significado deste para Oscar Wilde, bem como exemplos concretos relacionados com tal doutrina filosófico-moral no texto de partida. Num segundo momento, é abordado o estatuto do autor no sistema de partida e no sistema de chegada, através de um breve estudo da sua recepção literária. Para avaliação da fortuna literária da obra em Portugal, procedeu-se adicionalmente a uma pesquisa atenta do histórico das mais de 30 publicações no nosso país, desde a primeira tradução feita no Brasil e posteriormente publicada em Portugal. São também esclarecidas as razões que levaram as editoras a apostar em várias edições e reimpressões dessa tradução da obra. Num terceiro momento, são dados a conhecer os perfis dos tradutores em foco, e, por fim, é feita uma comparação entre os dois textos de chegada. Procura-se pôr em evidência em que medida o tradutor, como leitor e intérprete do texto de partida, o transforma, condicionado pelas suas vivências, pelo público a quem se dirige e pela época em que se insere. Por último, o presente estudo visa encontrar a resposta para a questão: de que forma o hedonismo de Wilde foi transfigurado, ao sabor dos tempos, das vontades das editoras, dos tradutores e dos leitores, na época do Estado Novo, com a tradução de Januário Leite, e, no final do século XX, com a de Margarida Vale de Gato.