Publicação
Paris em Lisboa, 1913
| Resumo: | No ano em que decorre a estreia de Le Sacre du Printemps no Théâtre des Champs Élysées, Paris era encarada – na sua produção social dos espaços, ideias e experiências da urbanidade, como na exaltação do seu meio artístico e cultural -, como o símbolo por excelência da metrópole moderna. As figuras que aí se cruzavam, os acontecimentos artísticos, políticos, sociais, os lugares de encontro e produção destas dinâmicas de distinção, eram encarados como modelos de inspiração, representação e inquirição. Os estilos de vida, as práticas e comportamentos dos seus círculos mundanos, – cruzando-se discursos e utopias, com as vivências do quotidiano da cidade – tidos como a imagem, por excelência, do bom gosto e da distinção. Nesta comunicação, proponho-me inquirir, e enquadrar, a produção e vivência das práticas musicais no quotidiano Lisboeta como aspectos específicos da (re)produção de um “estilo de vida” alegadamente Parisiense. A construção de padrões de comportamento de uma vida “elegante” será abordada, em parte, a partir da imprensa ilustrada da época. As perspectivas a que recorro nesta indagação, enquadram-se num campo interdisciplinar que, partindo do domínio da sociologia da música, integra métodos e conceitos da sociologia e da história cultural, dos estudos culturais e dos estudos do género, traçando um quadro teórico ancorado nomeadamente em Perrot, Chartier, Corbin, Bourdieu, Lefebvre, Foucault, Elias, DeNora, entre outros. |
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| Autores principais: | Gomes-Ribeiro, Paula |
| Assunto: | Lisboa Paris quotidiano Sociologia |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | No ano em que decorre a estreia de Le Sacre du Printemps no Théâtre des Champs Élysées, Paris era encarada – na sua produção social dos espaços, ideias e experiências da urbanidade, como na exaltação do seu meio artístico e cultural -, como o símbolo por excelência da metrópole moderna. As figuras que aí se cruzavam, os acontecimentos artísticos, políticos, sociais, os lugares de encontro e produção destas dinâmicas de distinção, eram encarados como modelos de inspiração, representação e inquirição. Os estilos de vida, as práticas e comportamentos dos seus círculos mundanos, – cruzando-se discursos e utopias, com as vivências do quotidiano da cidade – tidos como a imagem, por excelência, do bom gosto e da distinção. Nesta comunicação, proponho-me inquirir, e enquadrar, a produção e vivência das práticas musicais no quotidiano Lisboeta como aspectos específicos da (re)produção de um “estilo de vida” alegadamente Parisiense. A construção de padrões de comportamento de uma vida “elegante” será abordada, em parte, a partir da imprensa ilustrada da época. As perspectivas a que recorro nesta indagação, enquadram-se num campo interdisciplinar que, partindo do domínio da sociologia da música, integra métodos e conceitos da sociologia e da história cultural, dos estudos culturais e dos estudos do género, traçando um quadro teórico ancorado nomeadamente em Perrot, Chartier, Corbin, Bourdieu, Lefebvre, Foucault, Elias, DeNora, entre outros. |
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