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A datação do Cancioneiro de Paris

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O Cancioneiro de Paris (manuscrito F-Peb Masson 56) é a maior colectânea portuguesa de música profana renascentista e constitui, como tal, uma fonte de enorme importância para a história da música em Portugal. Porém, desde o primeiro estudo realizado sobre este manuscrito, por François Reynaud, em 1968, até hoje, a questão da sua datação foi, de um modo geral, ignorada pelos académicos, com excepção dos breves subsídios de Eugenio Asensio (1989) e Manuel Pedro Ferreira (2008). O objectivo desta comunicação é apresentar a primeira proposta de datação deste cancioneiro fundamentada num estudo aprofundado dos seus indicadores cronológicos, quer físicos, quer do seu conteúdo, realizada por ocasião da dissertação de mestrado do autor. Assim, por um lado, abordam-se os aspectos codicológicos e paleográficos que permitiram compreender as várias camadas de constituição do códice e as diversas mãos intervenientes, através do estudo de marcas de água, dos tipos de caligrafia presentes e da estruturação dos cadernos. Por outro lado, através da reunião dos dados biográficos dos autores conhecidos, obteve-se uma mancha temporal que permitiu deduzir um período de terminus a quo para a elaboração original do códice. Com base nestes estudos, foi possível construir uma cronologia da constituição do cancioneiro, dividida em duas fases principais – a fase original e as fases posteriores – estabelecendo, para cada uma delas, as mãos intervenientes, a ordem por que intervieram, e o período temporal em que o fizeram.
Autores principais:Raimundo, Nuno
Assunto:Cancioneiro de Paris Chansonnier Masson datação de manuscritos
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:O Cancioneiro de Paris (manuscrito F-Peb Masson 56) é a maior colectânea portuguesa de música profana renascentista e constitui, como tal, uma fonte de enorme importância para a história da música em Portugal. Porém, desde o primeiro estudo realizado sobre este manuscrito, por François Reynaud, em 1968, até hoje, a questão da sua datação foi, de um modo geral, ignorada pelos académicos, com excepção dos breves subsídios de Eugenio Asensio (1989) e Manuel Pedro Ferreira (2008). O objectivo desta comunicação é apresentar a primeira proposta de datação deste cancioneiro fundamentada num estudo aprofundado dos seus indicadores cronológicos, quer físicos, quer do seu conteúdo, realizada por ocasião da dissertação de mestrado do autor. Assim, por um lado, abordam-se os aspectos codicológicos e paleográficos que permitiram compreender as várias camadas de constituição do códice e as diversas mãos intervenientes, através do estudo de marcas de água, dos tipos de caligrafia presentes e da estruturação dos cadernos. Por outro lado, através da reunião dos dados biográficos dos autores conhecidos, obteve-se uma mancha temporal que permitiu deduzir um período de terminus a quo para a elaboração original do códice. Com base nestes estudos, foi possível construir uma cronologia da constituição do cancioneiro, dividida em duas fases principais – a fase original e as fases posteriores – estabelecendo, para cada uma delas, as mãos intervenientes, a ordem por que intervieram, e o período temporal em que o fizeram.