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Interactive Documentary and Home Movies: Navigating Expanded Documentary Practices, the Portuguese Diaspora, Mnemonic Gestures and Affective Trajectories

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Summary:Esta tese teórico-prática examina de que modo os arquivos de família podem ser apropriados e reconfigurados num documentário interativo e num documentário-instalação. A intenção é explorar como os arquivos domésticos de migrantes portugueses são recontextualizados em novas narrativas interativas de não-ficção utilizando metodologias (auto)etnográficas, o processo de anarchiving e processos iterativos. O enquadramento teórico baseia-se numa abordagem fenomenológica, nos estudos de cinema e na teoria feminista do cinema. Apresenta também perspetivas interdisciplinares sobre a intersecção de práticas expandidas do território do documentário, arquivos familiares, incluindo filmes de família e fotografias, e migração humana. Para investigar a manipulação e a reconfiguração das memórias sobre migração e arquivos de família colaboro com descendentes de famílias portuguesas que partiram e regressaram a Portugal entre os anos 60 e 80. A cocriação acontece antes do design do documentário interativo e da instalação, onde escavamos pelo território familiar e pela transmissão de memórias em segunda mão. Mergulho nestas narrativas pessoais, nas memórias fragmentadas e filmes domésticos e procuro reconfigurá-los dentro de um documentário interativo e (re)reconfigurá-los numa documentário-instalação considerando as dimensões polifónicas e afetivas destas esferas. Pretendo criar espaços afetivos digitais e físicos que promovam ligações significativas entre os descendentes de testemunhos da diáspora portuguesa e ainda desenvolver um espaço partilhado e coletivo para futuros diálogos e conversas sobre a migração humana. Esta investigação prática centra-se no potencial das práticas expandidas do documentário para equilibrar gestos analógicos e digitais. Proponho observar o documentário interativo como um artefacto experimental e ensaístico nos seus métodos, promovendo a interação e o envolvimento com o espectador. Assim, o espectador e interator cria um espaço polifónico onde histórias fragmentadas estão em constante diálogo. Por sua vez, a instalação é um espaço físico que pode ser percorrido, enriquecendo as relações fora do ecrã ao gerar novos significados com a paisagem imagética. Laranja no bolso, Aerogramas e o Resto das Memórias (2024) é o artefacto resultante desta investigação teórico-prática e que se desdobra num documentário interativo e num documentário-instalação e, ainda num caderno resultante do meu profundo interesse pela natureza criativa e maleável dos filmes de família e das práticas documentais e experimentais intersetadas com histórias de migração humana.
Main Authors:Almeida, Ana Sofia Fernandes de
Subject:Arquivos de Família Family Archives Filmes de Família Home Movies Diáspora Portuguesa Portuguese Diaspora Documentário Interativo Interactive Documentary Documentário-Instalação Documentary Installation Intermedialidade Afetiva Affective Intermediality Polifonia Polyphony Texturas Hápticas Haptic Textures
Year:2025
Country:Portugal
Document type:doctoral thesis
Access type:embargoed access
Associated institution:Universidade Nova de Lisboa
Language:English
Origin:Repositório Institucional da UNL
Description
Summary:Esta tese teórico-prática examina de que modo os arquivos de família podem ser apropriados e reconfigurados num documentário interativo e num documentário-instalação. A intenção é explorar como os arquivos domésticos de migrantes portugueses são recontextualizados em novas narrativas interativas de não-ficção utilizando metodologias (auto)etnográficas, o processo de anarchiving e processos iterativos. O enquadramento teórico baseia-se numa abordagem fenomenológica, nos estudos de cinema e na teoria feminista do cinema. Apresenta também perspetivas interdisciplinares sobre a intersecção de práticas expandidas do território do documentário, arquivos familiares, incluindo filmes de família e fotografias, e migração humana. Para investigar a manipulação e a reconfiguração das memórias sobre migração e arquivos de família colaboro com descendentes de famílias portuguesas que partiram e regressaram a Portugal entre os anos 60 e 80. A cocriação acontece antes do design do documentário interativo e da instalação, onde escavamos pelo território familiar e pela transmissão de memórias em segunda mão. Mergulho nestas narrativas pessoais, nas memórias fragmentadas e filmes domésticos e procuro reconfigurá-los dentro de um documentário interativo e (re)reconfigurá-los numa documentário-instalação considerando as dimensões polifónicas e afetivas destas esferas. Pretendo criar espaços afetivos digitais e físicos que promovam ligações significativas entre os descendentes de testemunhos da diáspora portuguesa e ainda desenvolver um espaço partilhado e coletivo para futuros diálogos e conversas sobre a migração humana. Esta investigação prática centra-se no potencial das práticas expandidas do documentário para equilibrar gestos analógicos e digitais. Proponho observar o documentário interativo como um artefacto experimental e ensaístico nos seus métodos, promovendo a interação e o envolvimento com o espectador. Assim, o espectador e interator cria um espaço polifónico onde histórias fragmentadas estão em constante diálogo. Por sua vez, a instalação é um espaço físico que pode ser percorrido, enriquecendo as relações fora do ecrã ao gerar novos significados com a paisagem imagética. Laranja no bolso, Aerogramas e o Resto das Memórias (2024) é o artefacto resultante desta investigação teórico-prática e que se desdobra num documentário interativo e num documentário-instalação e, ainda num caderno resultante do meu profundo interesse pela natureza criativa e maleável dos filmes de família e das práticas documentais e experimentais intersetadas com histórias de migração humana.