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A FUNÇÃO PARAJUDICIAL DAS AUTORIDADES REGULADORAS INDEPENDENTES: UMA ANÁLISE À LUZ DO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O poder parajudicial refere-se à capacidade das ARI para resolver litígios em setores regulados por meio de decisões administrativas, consistindo numa interface entre a função administrativa e a função jurisdicional. A crescente atribuição de funções às autoridades reguladoras independentes, em particular, destas competências de resolução de litígios, denota a progressiva hibridização funcional no seio do Estado Regulador. Esta expansão de competências suscita relevantes questões de ordem constitucional e prática, especialmente quanto à conformidade da atuação parajudicial das autoridades reguladoras com o princípio da separação de poderes e com o princípio de reserva de juiz. Partindo desta tensão, a presente dissertação analisa o fenómeno de hibridização e de aproximação funcional entre a Administração Pública e os tribunais, procurando identificar os pressupostos e o espaço de legítima atuação do poder parajudicial das autoridades reguladoras, bem como os riscos de fricção da função parajudicial com a função jurisdicional à luz do princípio da separação dos poderes e da reserva de juiz. Esta problemática emerge num contexto legislativo ainda fragmentado, marcado pela insuficiente densificação normativa e ausência de critérios sistematizados de delimitação de competências destas entidades. Sublinham-se, neste sentido, as dificuldades justeóricas e os desafios práticos que acompanham esta hibridização funcional, concluindo-se pela necessidade de implementação de um enquadramento legislativo mais claro e coerente, capaz de assegurar a compatibilidade destas funções com os princípios e as garantias constitucionalmente consagrados.
Autores principais:Gomes, Beatriz Tomás Duarte
Assunto:poder parajudicial autoridades reguladoras independentes resolução de litígios função administrativa função jurisdicional princípio da separação de poderes reserva de juiz quasi-judicial power independent regulatory authorities dispute resolution administrative function judicial function principle of separation of powers exclusive jurisdiction of the courts
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:O poder parajudicial refere-se à capacidade das ARI para resolver litígios em setores regulados por meio de decisões administrativas, consistindo numa interface entre a função administrativa e a função jurisdicional. A crescente atribuição de funções às autoridades reguladoras independentes, em particular, destas competências de resolução de litígios, denota a progressiva hibridização funcional no seio do Estado Regulador. Esta expansão de competências suscita relevantes questões de ordem constitucional e prática, especialmente quanto à conformidade da atuação parajudicial das autoridades reguladoras com o princípio da separação de poderes e com o princípio de reserva de juiz. Partindo desta tensão, a presente dissertação analisa o fenómeno de hibridização e de aproximação funcional entre a Administração Pública e os tribunais, procurando identificar os pressupostos e o espaço de legítima atuação do poder parajudicial das autoridades reguladoras, bem como os riscos de fricção da função parajudicial com a função jurisdicional à luz do princípio da separação dos poderes e da reserva de juiz. Esta problemática emerge num contexto legislativo ainda fragmentado, marcado pela insuficiente densificação normativa e ausência de critérios sistematizados de delimitação de competências destas entidades. Sublinham-se, neste sentido, as dificuldades justeóricas e os desafios práticos que acompanham esta hibridização funcional, concluindo-se pela necessidade de implementação de um enquadramento legislativo mais claro e coerente, capaz de assegurar a compatibilidade destas funções com os princípios e as garantias constitucionalmente consagrados.