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Hacking ao som de música techno

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Hackers é considerado pela sua popularidade como um filme de culto dentro do género cyberpunk, este apresenta um universo de grandes avanços tecnológicos bastante marcado pelo crescente fenómeno da cultura de música electrónica vigente na época. Estreado em 1995, onde a internet e noções de hacking ainda não eram familiares do público, reflecte os ideais do Hacker Manifesto por meio de um grupo de hackers que se movimenta à margem da lei e pratica actos socialmente desviantes. Procura-se neste trabalho explorar o modo como a música, como meio de audiovisão, é aqui utilizada para expor esta prática cultural. Através da escolha do realizador de todo um conjunto de músicas electrónicas, existe uma produção sonora feita em torno de músicas maioritariamente compostas externamente ao filme, por bandas como The Prodigy ou Leftfield, e que se encontram aqui apropriadas. Essas músicas foram editadas posteriormente, em conjunto com outras inspiradas pelo filme, e foram muito bem recebidas pela crítica musical. Mas tendo em conta os desenvolvimentos tecnológicos, bem como o aumento de grupos sociais em torno da prática de música electrónica, é importante problematizar qual o impacto de meios audiovisuais com explorações destas temáticas e o modo como podem contribuir para uma construção social.
Autores principais:Malhado, André
Assunto:Hackers Cyberpunk Outsiders Música electrónica Construção social
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Hackers é considerado pela sua popularidade como um filme de culto dentro do género cyberpunk, este apresenta um universo de grandes avanços tecnológicos bastante marcado pelo crescente fenómeno da cultura de música electrónica vigente na época. Estreado em 1995, onde a internet e noções de hacking ainda não eram familiares do público, reflecte os ideais do Hacker Manifesto por meio de um grupo de hackers que se movimenta à margem da lei e pratica actos socialmente desviantes. Procura-se neste trabalho explorar o modo como a música, como meio de audiovisão, é aqui utilizada para expor esta prática cultural. Através da escolha do realizador de todo um conjunto de músicas electrónicas, existe uma produção sonora feita em torno de músicas maioritariamente compostas externamente ao filme, por bandas como The Prodigy ou Leftfield, e que se encontram aqui apropriadas. Essas músicas foram editadas posteriormente, em conjunto com outras inspiradas pelo filme, e foram muito bem recebidas pela crítica musical. Mas tendo em conta os desenvolvimentos tecnológicos, bem como o aumento de grupos sociais em torno da prática de música electrónica, é importante problematizar qual o impacto de meios audiovisuais com explorações destas temáticas e o modo como podem contribuir para uma construção social.