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Medicina, Cultura, Literatura: Amato Lusitano e Garcia da Orta

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Medicina, Cultura e Literatura: para a abordagem desta desafiante temática interdisciplinar, começaremos por chamar à colação a dimensão dúplice – divina e humana – presente nas narrativas míticas clássicas acerca de Asclépio-Esculápio, para a articular com a medicina do humanismo renascentista (no contexto português e europeu). Selecionaremos, em seguida, dois dos maiores vultos da medicina portuguesa de Quinhentos – Amato Lusitano (autor da obra Centúrias de Curas Medicinais, sobre a qual nos debruçaremos) e Garcia da Orta (autor da obra Colóquios dos Simples e Drogas da Índia, de que nos ocuparemos) – não apenas para caracterizarmos as suas conceções acerca da medicina como área multidisciplinar e complexa, mas para entendermos de que modo tais conceções se inserem na episteme dos saberes do Renascimento luso e europeu e, ainda, como se caracteriza a relação dos referidos autores com a cultura e a literatura. Na abordagem a desenvolver sobre os referidos aspetos não poderá deixar de estar presente uma dimensão confrontacional entre os dois médicos e intelectuais portugueses, dimensão essa que se tornará ainda mais evidente nas considerações finais deste estudo, em que se compararão semelhanças e diferenças pertinentes entre tais autores. Por último, apresentar-se-á a bibliografia considerada fundamental para este nosso trabalho.
Autores principais:Carvalho, João Carlos Firmino Andrade de
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Algarve
Idioma:português
Origem:Sapientia - Universidade do Algarve
Descrição
Resumo:Medicina, Cultura e Literatura: para a abordagem desta desafiante temática interdisciplinar, começaremos por chamar à colação a dimensão dúplice – divina e humana – presente nas narrativas míticas clássicas acerca de Asclépio-Esculápio, para a articular com a medicina do humanismo renascentista (no contexto português e europeu). Selecionaremos, em seguida, dois dos maiores vultos da medicina portuguesa de Quinhentos – Amato Lusitano (autor da obra Centúrias de Curas Medicinais, sobre a qual nos debruçaremos) e Garcia da Orta (autor da obra Colóquios dos Simples e Drogas da Índia, de que nos ocuparemos) – não apenas para caracterizarmos as suas conceções acerca da medicina como área multidisciplinar e complexa, mas para entendermos de que modo tais conceções se inserem na episteme dos saberes do Renascimento luso e europeu e, ainda, como se caracteriza a relação dos referidos autores com a cultura e a literatura. Na abordagem a desenvolver sobre os referidos aspetos não poderá deixar de estar presente uma dimensão confrontacional entre os dois médicos e intelectuais portugueses, dimensão essa que se tornará ainda mais evidente nas considerações finais deste estudo, em que se compararão semelhanças e diferenças pertinentes entre tais autores. Por último, apresentar-se-á a bibliografia considerada fundamental para este nosso trabalho.