Publicação
Achegas para a atividade artística do padre António Soares da Silva (1716-1770) no âmbito do rococó minhoto
| Resumo: | O rococó minhoto foi um fenómeno em que, sob a tutela de dois arcebispos de sangue real, D. José de Bragança e D. Gaspar de Bragança, num momento notável de prosperidade da região, com as múltiplas confrarias e ordens religiosas a rivalizar na decoração dos seus espaços, se desenvolveu uma arte singular com sua mais característica inspiração nas gravuras ornamentais e livros de arquitetura que vinham em grande quantidade sobretudo de Augsburgo e de Paris. Para só falar dos mais profícuos autores, os estudos impulsionadores mais importantes deste fenómeno foram desenvolvidos nas décadas de 1950-1970 por Germain Bazin, Flávio Gonçalves, John Bury, Marie-Thérèse Mandroux-França e Robert C. Smith, com as suas famosas publicações sobre Frei José Vilaça (1731-1809) e André Soares (1720-1769), e foram depois revistos, corrigidos e expandidos até à atualidade por, entre outros, Aurélio de Oliveira, Manuel Joaquim Moreira da Rocha e Eduardo Pires de Oliveira, cuja tese de doutoramento sobre André Soares data de 20111. Em 2014, acrescentei eu próprio algo a esta já larga bibliografia, tentando dar uma imagem global do fenómeno e alguma importância a outros artistas menos estudados neste contexto, como o padre António Soares da Silva (1716-1770), o entalhador António da Cunha Correia Vale (ativo 1745-1791), o jovem Carlos Amarante (1748-1815) ou um misterioso e hipotético “mestre de Labruja”2. Neste artigo, é sobre a personalidade artística do primeiro, o irmão mais velho de André Soares, que me quero deter, retomando e desenvolvendo o estudo feito anteriormente. |
|---|---|
| Autores principais: | Lopes, Raúl C. Sampaio |
| Assunto: | Padre António Soares da Silva Rococó minhoto |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Algarve |
| Idioma: | português |
| Origem: | Sapientia - Universidade do Algarve |
| Resumo: | O rococó minhoto foi um fenómeno em que, sob a tutela de dois arcebispos de sangue real, D. José de Bragança e D. Gaspar de Bragança, num momento notável de prosperidade da região, com as múltiplas confrarias e ordens religiosas a rivalizar na decoração dos seus espaços, se desenvolveu uma arte singular com sua mais característica inspiração nas gravuras ornamentais e livros de arquitetura que vinham em grande quantidade sobretudo de Augsburgo e de Paris. Para só falar dos mais profícuos autores, os estudos impulsionadores mais importantes deste fenómeno foram desenvolvidos nas décadas de 1950-1970 por Germain Bazin, Flávio Gonçalves, John Bury, Marie-Thérèse Mandroux-França e Robert C. Smith, com as suas famosas publicações sobre Frei José Vilaça (1731-1809) e André Soares (1720-1769), e foram depois revistos, corrigidos e expandidos até à atualidade por, entre outros, Aurélio de Oliveira, Manuel Joaquim Moreira da Rocha e Eduardo Pires de Oliveira, cuja tese de doutoramento sobre André Soares data de 20111. Em 2014, acrescentei eu próprio algo a esta já larga bibliografia, tentando dar uma imagem global do fenómeno e alguma importância a outros artistas menos estudados neste contexto, como o padre António Soares da Silva (1716-1770), o entalhador António da Cunha Correia Vale (ativo 1745-1791), o jovem Carlos Amarante (1748-1815) ou um misterioso e hipotético “mestre de Labruja”2. Neste artigo, é sobre a personalidade artística do primeiro, o irmão mais velho de André Soares, que me quero deter, retomando e desenvolvendo o estudo feito anteriormente. |
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