Publicação

Emoção e comunicação: a dimensão emocional na interpretação de mensagens publicitárias

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Nos finais do século XIX, e coincidindo com os primórdios da afirmação da Psicologia enquanto ciência, a emoção é foco das atenções em áreas do conhecimento como a Filosofia, a Biologia e a Medicina. Com raízes nestes campos, e dada a sua natureza, a Psicologia não lhe poderia ser indiferente, tendo sido realizados vários trabalhos em que a emoção aparece evidenciada. Posteriormente, são poucos os autores que, com algum método e consistência, se dedicaram ao seu estudo, provavelmente em razão das dificuldades existentes na sua operacionalização. Este alheamento é mais vincado sobretudo nos autores de expressão anglo-saxónica, que acabam por ser determinantes nas tendências mais genericamente assumidas pela comunidade científica. Assim, a libertação da emoção do seu ostracismo científico apenas vai se verificar nos finais do século XX, com o surgimento, consequente aos avanços tecnológicos, de possibilidades de controlo e avaliação bastante mais refinadas. Mais uma vez, o interesse pela emoção faz eco em diferentes áreas do conhecimento, onde também se inclui a Psicologia. Concomitantemente, e também como consequência do rápido desenvolvimento tecnológico, observamos a progressiva transformação do mundo numa "aldeia global", cumprindo-se a previsão das teorias da comunicação dos anos 60 e 70, na medida em que, de forma quase instantânea, podemos ter acesso a múltiplas informações e situações consideradas mediatizáveis por diversos decisores, naturalmente influenciados por condicionalismos sócio-político-económicos.
Autores principais:Schütz, Ronaldo Luís Arias
Assunto:Teses Psicologia social Publicidade Comunicação
Ano:2005
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Algarve
Idioma:português
Origem:Sapientia - Universidade do Algarve
Descrição
Resumo:Nos finais do século XIX, e coincidindo com os primórdios da afirmação da Psicologia enquanto ciência, a emoção é foco das atenções em áreas do conhecimento como a Filosofia, a Biologia e a Medicina. Com raízes nestes campos, e dada a sua natureza, a Psicologia não lhe poderia ser indiferente, tendo sido realizados vários trabalhos em que a emoção aparece evidenciada. Posteriormente, são poucos os autores que, com algum método e consistência, se dedicaram ao seu estudo, provavelmente em razão das dificuldades existentes na sua operacionalização. Este alheamento é mais vincado sobretudo nos autores de expressão anglo-saxónica, que acabam por ser determinantes nas tendências mais genericamente assumidas pela comunidade científica. Assim, a libertação da emoção do seu ostracismo científico apenas vai se verificar nos finais do século XX, com o surgimento, consequente aos avanços tecnológicos, de possibilidades de controlo e avaliação bastante mais refinadas. Mais uma vez, o interesse pela emoção faz eco em diferentes áreas do conhecimento, onde também se inclui a Psicologia. Concomitantemente, e também como consequência do rápido desenvolvimento tecnológico, observamos a progressiva transformação do mundo numa "aldeia global", cumprindo-se a previsão das teorias da comunicação dos anos 60 e 70, na medida em que, de forma quase instantânea, podemos ter acesso a múltiplas informações e situações consideradas mediatizáveis por diversos decisores, naturalmente influenciados por condicionalismos sócio-político-económicos.