Publicação
Integrated aquaculture of Bonnemaisoniaceae: physiological and nutritional controls of biomass production and of halogenated metabolite content
| Resumo: | O uso de algas como biofiltros de efluentes de cultivo de animais marinhos ainda não foi adoptado pela indústria da aquacultura. A investigação deverá focar os seus esforços na tentativa de domesticar algas com valor comercial, de modo a que a biofiltração de nutrientes seja vista pela indústria da aquacultura como uma tecnologia auto sustentável, amiga do ambiente e que produz grandes quantidades de uma biomassa que pode ser rentável. As espécies do género Asparagopsis possuem um elevado conteúdo e diversidade de compostos halogenados voláteis (CHVs) que são já explorados comercialmente pela indústria da cosmética. Nesse sentido, o cultivo integrado de Asparagopsis com animais marinhos deve ser considerado como uma oportunidade. O meu objectivo nesta tese foi o de tentar estabelecer o cultivo da fase tetrasporófita das espécies A. armata e A. taxiformis e comparar as respectivas capacidades para remover nutrientes e produzir biomassa com as de espécies de Ulva, até então as espécies mais sucedidas nestes sistemas de cultivo integrado. Com o objectivo de determinar as condições de cultivo que maximizam a remoção de nutrientes dos efluentes, a produção de biomassa e os níveis internos de CHVs, foram exploradas as respostas fisiológicas das espécies a diferentes níveis dos recursos que são controláveis em cultivo (luz, azoto e carbono). A performance das espécies de Asparagopsis em cultivo integrado excedeu a performance das espécies de Ulva. Neste sistema de cultivo, 5 g de peso fresco L-1 foi considerada a densidade óptima de inoculo nos tanques e 3 volumes por hora, a taxa ideal de renovação de effleuntes nos tanques das algas. Estas condições garantem a quantidade de nutrientes, mas especialmente de CO2 que maximizam a biofiltração de nutrientes, a produção de biomassa e o nível interno de bromofórmio (CVH maioritário nestas espécies). Em condições limitantes de CO2 para a fotossíntese, ocorre um decréscimo significativo do crescimento e da produção de compostos secundários à base de carbono como os CHVs. Não foi possível conseguir o cultivo anual de ambas as espécies neste sistema de cultivo, porque a temperatura dentro dos tanques das algas ultrapassou os 27 e os 29 ºC, temperatures letais para A. armata e A. taxiformis, respectivamente. |
|---|---|
| Autores principais: | Mata, Leonardo Filipe Rodrigues da |
| Assunto: | Teses Aquacultura Algas Biofiltros Asparagopsis |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Algarve |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Sapientia - Universidade do Algarve |
| Resumo: | O uso de algas como biofiltros de efluentes de cultivo de animais marinhos ainda não foi adoptado pela indústria da aquacultura. A investigação deverá focar os seus esforços na tentativa de domesticar algas com valor comercial, de modo a que a biofiltração de nutrientes seja vista pela indústria da aquacultura como uma tecnologia auto sustentável, amiga do ambiente e que produz grandes quantidades de uma biomassa que pode ser rentável. As espécies do género Asparagopsis possuem um elevado conteúdo e diversidade de compostos halogenados voláteis (CHVs) que são já explorados comercialmente pela indústria da cosmética. Nesse sentido, o cultivo integrado de Asparagopsis com animais marinhos deve ser considerado como uma oportunidade. O meu objectivo nesta tese foi o de tentar estabelecer o cultivo da fase tetrasporófita das espécies A. armata e A. taxiformis e comparar as respectivas capacidades para remover nutrientes e produzir biomassa com as de espécies de Ulva, até então as espécies mais sucedidas nestes sistemas de cultivo integrado. Com o objectivo de determinar as condições de cultivo que maximizam a remoção de nutrientes dos efluentes, a produção de biomassa e os níveis internos de CHVs, foram exploradas as respostas fisiológicas das espécies a diferentes níveis dos recursos que são controláveis em cultivo (luz, azoto e carbono). A performance das espécies de Asparagopsis em cultivo integrado excedeu a performance das espécies de Ulva. Neste sistema de cultivo, 5 g de peso fresco L-1 foi considerada a densidade óptima de inoculo nos tanques e 3 volumes por hora, a taxa ideal de renovação de effleuntes nos tanques das algas. Estas condições garantem a quantidade de nutrientes, mas especialmente de CO2 que maximizam a biofiltração de nutrientes, a produção de biomassa e o nível interno de bromofórmio (CVH maioritário nestas espécies). Em condições limitantes de CO2 para a fotossíntese, ocorre um decréscimo significativo do crescimento e da produção de compostos secundários à base de carbono como os CHVs. Não foi possível conseguir o cultivo anual de ambas as espécies neste sistema de cultivo, porque a temperatura dentro dos tanques das algas ultrapassou os 27 e os 29 ºC, temperatures letais para A. armata e A. taxiformis, respectivamente. |
|---|