Publicação

De Ossonoba a Faro: uma perspetiva zooarqueológica (Século IV a.C.- Século XVIII)

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:No decorrer do ano de 2001, os trabalhos de avaliação de potencial arqueológico desenvolvidos no espaço das antigas carpintarias da Câmara Municipal de Faro revelaram um conjunto de sucessivas ocupações humanas neste espaço, remontando as mais antigas ao século IV a.C. (Idade do Ferro) e as mais recentes datando do séc. XVIII. Os testemunhos arquitetónicos encontrados demonstram uma ocupação contínua do local, sustentada também pelos vestígios do quotidiano das sociedades que ali se fixaram. Desde os povos da Idade do Ferro e passando por várias transições culturais, o testemunho deixado do dia a dia das comunidades permitiu reconstruir os aspetos gerais acerca da sua subsistência e as estratégias de gestão dos recursos faunísticos existentes ao seu dispor. Os resultados desta dissertação abordam a evolução do território desde as primeiras ocupações segundo uma perspetiva zooarqueológica, respetivamente em relação aos vertebrados mamíferos, focando-se na verificação das alterações de características morfométricas, por sua vez, testemunhas de práticas de melhoramento/substituição das espécies presentes no território. Por outro lado, as análises dos restos faunísticos revelaram a forma como as condicionantes culturais e económicas moldaram as estratégias de gestão destes recursos, nomeadamente em que os cânones religiosos regravam a vida quotidiana das comunidades, por exemplo a quase ausência de suídeos no período islâmico. Finalmente, para além da caracterização das escolhas alimentares das comunidades, foi possível de identificar praticas de gestão pastoril que preconizaram melhoramentos/alterações nas espécies existentes no território, sobretudo a partir do séc. XV, sendo estas práticas uniformes em termos regionais.
Autores principais:Veríssimo, Humberto Filipe Dias
Assunto:Melhoramento de espécies animais Fauna mamalógica Algarve Zooarqueologia Idade do ferro
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Algarve
Idioma:português
Origem:Sapientia - Universidade do Algarve
Descrição
Resumo:No decorrer do ano de 2001, os trabalhos de avaliação de potencial arqueológico desenvolvidos no espaço das antigas carpintarias da Câmara Municipal de Faro revelaram um conjunto de sucessivas ocupações humanas neste espaço, remontando as mais antigas ao século IV a.C. (Idade do Ferro) e as mais recentes datando do séc. XVIII. Os testemunhos arquitetónicos encontrados demonstram uma ocupação contínua do local, sustentada também pelos vestígios do quotidiano das sociedades que ali se fixaram. Desde os povos da Idade do Ferro e passando por várias transições culturais, o testemunho deixado do dia a dia das comunidades permitiu reconstruir os aspetos gerais acerca da sua subsistência e as estratégias de gestão dos recursos faunísticos existentes ao seu dispor. Os resultados desta dissertação abordam a evolução do território desde as primeiras ocupações segundo uma perspetiva zooarqueológica, respetivamente em relação aos vertebrados mamíferos, focando-se na verificação das alterações de características morfométricas, por sua vez, testemunhas de práticas de melhoramento/substituição das espécies presentes no território. Por outro lado, as análises dos restos faunísticos revelaram a forma como as condicionantes culturais e económicas moldaram as estratégias de gestão destes recursos, nomeadamente em que os cânones religiosos regravam a vida quotidiana das comunidades, por exemplo a quase ausência de suídeos no período islâmico. Finalmente, para além da caracterização das escolhas alimentares das comunidades, foi possível de identificar praticas de gestão pastoril que preconizaram melhoramentos/alterações nas espécies existentes no território, sobretudo a partir do séc. XV, sendo estas práticas uniformes em termos regionais.