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A evolução da abordagem farmacológica da epilepsia: foco nos fármacos de 3ª geração

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Summary:A epilepsia é um dos distúrbios neurológicos mais comuns em todo o mundo, afetando cerca de 50 milhões de pessoas de todas as idades. É caraterizada pela ocorrência frequente e imprevisível de crises, que são provocadas por uma atividade neuronal anormal excessiva no cérebro. As crises epiléticas, bem como os diferentes tipos de epilepsias são classificados de acordo com o estabelecido pela International League Against Epilepsy (ILAE), classificação essa que tem sido alvo de diversas atualizações ao longo das décadas. O tratamento ideal desta doença tem como objetivo o controlo completo das crises, reduzindo ao máximo os efeitos secundários dos fármacos antiepiléticos, bem como a resistência que o doente, em muitos casos, desenvolve à terapêutica. Desta forma, têm sido continuamente desenvolvidos novos fármacos antiepiléticos com mecanismos de ação diversos e inovadores. A presente monografia baseia-se numa revisão bibliográfica que inclui aspetos relativos à definição, classificação e fisiopatologia da epilepsia, assim como as propriedades dos antiepiléticos mais recentes que constituem a 3ª geração, nomeadamente no que diz respeito a indicações terapêuticas, mecanismos de ação e principais interações medicamentosas. Por fim, são abordados também alguns fármacos que atualmente se encontram sob investigação clínica, com o intuito de desenvolver novas estratégias terapêuticas para o controlo e prevenção da epilepsia.
Main Authors:Sengo, Susana Alexandra Carapinha
Subject:Crise epilética Epilepsia Epileptogénese Antiepilético 3ª geração Mecanismo de acão antiepilético
Year:2021
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:Universidade do Algarve
Language:Portuguese
Origin:Sapientia - Universidade do Algarve
Description
Summary:A epilepsia é um dos distúrbios neurológicos mais comuns em todo o mundo, afetando cerca de 50 milhões de pessoas de todas as idades. É caraterizada pela ocorrência frequente e imprevisível de crises, que são provocadas por uma atividade neuronal anormal excessiva no cérebro. As crises epiléticas, bem como os diferentes tipos de epilepsias são classificados de acordo com o estabelecido pela International League Against Epilepsy (ILAE), classificação essa que tem sido alvo de diversas atualizações ao longo das décadas. O tratamento ideal desta doença tem como objetivo o controlo completo das crises, reduzindo ao máximo os efeitos secundários dos fármacos antiepiléticos, bem como a resistência que o doente, em muitos casos, desenvolve à terapêutica. Desta forma, têm sido continuamente desenvolvidos novos fármacos antiepiléticos com mecanismos de ação diversos e inovadores. A presente monografia baseia-se numa revisão bibliográfica que inclui aspetos relativos à definição, classificação e fisiopatologia da epilepsia, assim como as propriedades dos antiepiléticos mais recentes que constituem a 3ª geração, nomeadamente no que diz respeito a indicações terapêuticas, mecanismos de ação e principais interações medicamentosas. Por fim, são abordados também alguns fármacos que atualmente se encontram sob investigação clínica, com o intuito de desenvolver novas estratégias terapêuticas para o controlo e prevenção da epilepsia.