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Farmacoterapia da epilepsia em pediatria

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A epilepsia é uma doença do foro neurológico que afeta 0,5% a 1% da população mundial, sendo que 60% dos casos de epilepsia ocorrem durante a infância. Representa uma das principais causas de doença crónica na idade pediátrica, é caracterizada por uma predisposição duradoura para gerar crises epiléticas e por ter um grande impacto nas crianças e adolescentes pelas suas consequências neurobiológicas, cognitivas, psicológicas e sociais. Mais de metade das crianças, cerca de 65%, quando diagnosticadas precocemente conseguem controlar as crises epiléticas com fármacos antiepiléticos, ainda que, por vezes, seja necessário recorrer a outro tipo de fármacos e tratamentos não farmacológicos, de acordo com as necessidades individuais. Com base nas considerações anteriores, os objetivos principais desta Dissertação foram os seguintes: i) descrever os vários tipos de crises epiléticas e síndromes epiléticas em pediatria; ii) mencionar os algoritmos de tratamento, tendo em conta os fármacos introduzidos recentemente na terapêutica; iii) referir os tratamentos alternativos, medidas não farmacológicas e novas abordagens terapêuticas; e iv) fazer referência ao papel do farmacêutico no âmbito da epilepsia em pediatria. Em relação à metodologia, recorreu-se à análise documental de diversas fontes bibliográficas, privilegiando-se os artigos científicos e guidelines. Concluiu-se que o tratamento da epilepsia na pediatria é baseado na terapêutica farmacológica, com recurso predominante aos fármacos antiepiléticos, contudo, não são os únicos utilizados. Em determinadas situações, as benzodiazepinas, os corticosteroides e os canabinoides são exemplos de outras classes farmacológicas também utilizadas. Além disso, tratamentos alternativos, medidas não farmacológicas e avanços tecnológicos também têm sido fulcrais no tratamento e gestão da epilepsia em pediatria. Por fim, salienta-se que é necessário haver uma monitorização terapêutica mais rigorosa e cuidada por parte dos profissionais de saúde, inclusive do farmacêutico, a fim de melhorar os resultados farmacológicos.
Autores principais:Faustino, Mafalda Filipa Pacheco
Assunto:Epilepsia Pediatria Terapêutica farmacológica Antiepiléticos Farmacêutico
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Algarve
Idioma:português
Origem:Sapientia - Universidade do Algarve
Descrição
Resumo:A epilepsia é uma doença do foro neurológico que afeta 0,5% a 1% da população mundial, sendo que 60% dos casos de epilepsia ocorrem durante a infância. Representa uma das principais causas de doença crónica na idade pediátrica, é caracterizada por uma predisposição duradoura para gerar crises epiléticas e por ter um grande impacto nas crianças e adolescentes pelas suas consequências neurobiológicas, cognitivas, psicológicas e sociais. Mais de metade das crianças, cerca de 65%, quando diagnosticadas precocemente conseguem controlar as crises epiléticas com fármacos antiepiléticos, ainda que, por vezes, seja necessário recorrer a outro tipo de fármacos e tratamentos não farmacológicos, de acordo com as necessidades individuais. Com base nas considerações anteriores, os objetivos principais desta Dissertação foram os seguintes: i) descrever os vários tipos de crises epiléticas e síndromes epiléticas em pediatria; ii) mencionar os algoritmos de tratamento, tendo em conta os fármacos introduzidos recentemente na terapêutica; iii) referir os tratamentos alternativos, medidas não farmacológicas e novas abordagens terapêuticas; e iv) fazer referência ao papel do farmacêutico no âmbito da epilepsia em pediatria. Em relação à metodologia, recorreu-se à análise documental de diversas fontes bibliográficas, privilegiando-se os artigos científicos e guidelines. Concluiu-se que o tratamento da epilepsia na pediatria é baseado na terapêutica farmacológica, com recurso predominante aos fármacos antiepiléticos, contudo, não são os únicos utilizados. Em determinadas situações, as benzodiazepinas, os corticosteroides e os canabinoides são exemplos de outras classes farmacológicas também utilizadas. Além disso, tratamentos alternativos, medidas não farmacológicas e avanços tecnológicos também têm sido fulcrais no tratamento e gestão da epilepsia em pediatria. Por fim, salienta-se que é necessário haver uma monitorização terapêutica mais rigorosa e cuidada por parte dos profissionais de saúde, inclusive do farmacêutico, a fim de melhorar os resultados farmacológicos.