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A influência das funções executivas e ansiedade na memória prospetiva de jovens adultos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A memória desempenha um papel fundamental no nosso quotidiano, contribuindo para a codificação, retenção e recuperação de informações necessárias nas nossas tarefas diárias. A Memória Prospetiva caracteriza-se pela capacidade de criar uma intenção e recuperá-la num momento adequado para a sua execução. As tarefas de memória prospetiva exigem planeamento e monitorização, assume-se, então, que outras componentes cognitivas estejam envolvidas, como por exemplo as funções executivas. Vários estudos salientam, também, o papel da ansiedade na falha dos processos mnésicos prospetivos. O presente estudo pretendeu averiguar o impacto que os fatores supracitados têm no desempenho da Memória Prospetiva. Para tal, foi reunida uma amostra de jovens adultos que foram submetidos a uma tarefa prospetiva experimental baseada no evento. A tarefa encontrava-se embutida numa outra tarefa de categorização de palavras (tarefa decorrente). Em relação às funções executivas e ansiedade foram aplicados instrumentos validados para a população portuguesa para examinar a componente executiva (Tarefa de Fluência Verbal Semântica, Teste de Stroop de Palavras e Cores e Trail Making Test) e a ansiedade (STAI: State-trait anxiety inventory). Os resultados não permitiram confirmar a relação expectável entre o funcionamento executivo e a memória prospetiva, ou entre a ansiedade e o desempenho prospetivo. Porém, foi encontrada uma correlação forte entre a tarefa decorrente e uma das provas avaliativas do funcionamento executivo, neste caso o Trail Making Test - Parte B, o que seria de esperar visto que a competência avaliada por esta prova é importante para a eficaz realização da tarefa decorrente (categorização). Foi encontrada, também, uma relação entre a dimensão estado da ansiedade e a rapidez de resposta às palavras apresentadas imediatamente após a palavra-alvo prospetiva. Este último resultado vai de encontro a alguns estudos que referem que a ansiedade pode interferir com os recursos atencionais necessários para um bom desempenho em tarefas cognitivas.
Autores principais:Santos, Andreia Filipa Matos dos
Assunto:Memória prospetiva Tarefas baseadas no evento Funções executivas Ansiedade Prospective memory Event–based tasks Executive functions Anxiety
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Algarve
Idioma:português
Origem:Sapientia - Universidade do Algarve
Descrição
Resumo:A memória desempenha um papel fundamental no nosso quotidiano, contribuindo para a codificação, retenção e recuperação de informações necessárias nas nossas tarefas diárias. A Memória Prospetiva caracteriza-se pela capacidade de criar uma intenção e recuperá-la num momento adequado para a sua execução. As tarefas de memória prospetiva exigem planeamento e monitorização, assume-se, então, que outras componentes cognitivas estejam envolvidas, como por exemplo as funções executivas. Vários estudos salientam, também, o papel da ansiedade na falha dos processos mnésicos prospetivos. O presente estudo pretendeu averiguar o impacto que os fatores supracitados têm no desempenho da Memória Prospetiva. Para tal, foi reunida uma amostra de jovens adultos que foram submetidos a uma tarefa prospetiva experimental baseada no evento. A tarefa encontrava-se embutida numa outra tarefa de categorização de palavras (tarefa decorrente). Em relação às funções executivas e ansiedade foram aplicados instrumentos validados para a população portuguesa para examinar a componente executiva (Tarefa de Fluência Verbal Semântica, Teste de Stroop de Palavras e Cores e Trail Making Test) e a ansiedade (STAI: State-trait anxiety inventory). Os resultados não permitiram confirmar a relação expectável entre o funcionamento executivo e a memória prospetiva, ou entre a ansiedade e o desempenho prospetivo. Porém, foi encontrada uma correlação forte entre a tarefa decorrente e uma das provas avaliativas do funcionamento executivo, neste caso o Trail Making Test - Parte B, o que seria de esperar visto que a competência avaliada por esta prova é importante para a eficaz realização da tarefa decorrente (categorização). Foi encontrada, também, uma relação entre a dimensão estado da ansiedade e a rapidez de resposta às palavras apresentadas imediatamente após a palavra-alvo prospetiva. Este último resultado vai de encontro a alguns estudos que referem que a ansiedade pode interferir com os recursos atencionais necessários para um bom desempenho em tarefas cognitivas.