Publicação
Viver (n)um “bairro precário”. Problematização a partir de três trajectórias habitacionais
| Resumo: | Resumo O presente artigo parte de um desafio para tratar o tema da habitação, tendo por referência a população afrodescendente em Portugal. Não havendo uma delimitação absoluta, nem contabilização, dessa população, o que se sabe é que esta está sobre-representada entre os residentes de bairros marcados pela precariedade habitacional. O texto que se segue foca-se no hiato entre as vidas desses habitantes e as formas de conhecer e agir sobre as questões habitacionais que os afectam. Fá-lo cruzando o tema com a história e experiências de pessoas ligadas à Cova da Moura, bairro da Área Metropolitana de Lisboa predominantemente representado como um enclave migrante africano e associado a condições de precariedade habitacional. Considera três casos pessoais exemplificativos, que remetem para a vida de famílias ligadas a trânsitos que reúnem Cabo Verde e Portugal num mesmo quadro de experiência e referência. O artigo propõe-se ser útil para pensar formas mais democráticas de equacionar as questões relativas a bairros “alterizados” (othered) da Área Metropolitana de Lisboa e de imaginar caminhos para com elas lidar. |
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| Autores principais: | Carolino,Júlia |
| Assunto: | habitação trajectórias habitacionais migrantes cabo-verdianos Cova da Moura Amadora |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | Resumo O presente artigo parte de um desafio para tratar o tema da habitação, tendo por referência a população afrodescendente em Portugal. Não havendo uma delimitação absoluta, nem contabilização, dessa população, o que se sabe é que esta está sobre-representada entre os residentes de bairros marcados pela precariedade habitacional. O texto que se segue foca-se no hiato entre as vidas desses habitantes e as formas de conhecer e agir sobre as questões habitacionais que os afectam. Fá-lo cruzando o tema com a história e experiências de pessoas ligadas à Cova da Moura, bairro da Área Metropolitana de Lisboa predominantemente representado como um enclave migrante africano e associado a condições de precariedade habitacional. Considera três casos pessoais exemplificativos, que remetem para a vida de famílias ligadas a trânsitos que reúnem Cabo Verde e Portugal num mesmo quadro de experiência e referência. O artigo propõe-se ser útil para pensar formas mais democráticas de equacionar as questões relativas a bairros “alterizados” (othered) da Área Metropolitana de Lisboa e de imaginar caminhos para com elas lidar. |
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