Publicação
Eficácia da imunoterapia com veneno de vespídeos: Experiência de um Hospital Central em Portugal
| Resumo: | RESUMO Introdução: A alergia ao veneno de vespídeos é uma causa comum de anafilaxia. A imunoterapia com veneno de vespídeos (ITVV) é o tratamento mais eficaz e seguro para prevenção de reações alérgicas graves. O objetivo deste estudo foi caraterizar doentes sob ITVV e avaliar a sua eficácia e segurança. Métodos: Realizou-se um estudo retrospetivo de doentes com história de reação sistémica a veneno de vespídeos submetidos a ITVV entre 2010 e 2024. Resultados: Foram incluídos 67 doentes, 54 homens, com mediana [mín-máx] de idade de início da ITVV de 44 [27-70] anos. As reações que motivaram a ITVV foram maioritariamente de grau IV (52,2%). Foi iniciada ITVV com veneno de Vespula spp em 43 doentes, de Polistes dominula em 12 e de Vespa velutina nigrithorax em 12. Durante a fase de iniciação nenhum doente apresentou reação sistémica. Na fase de manutenção, 2 doentes apresentaram reações sistémicas. Vinte e nove doentes foram repicados com uma mediana [mín-máx] de 24 [2-96] meses após o início da ITVV. Verificou-se uma diminuição estatisticamente significativa na gravidade das reações após ITVV (gravidade mediana [mín-máx]: 6 [3-6] antes vs. 1 [0-6] após ITVV, p<0,001). Cinco doentes foram repicados por vespídeos distintos do da reação pré-ITVV: 4 apresentaram reação local e 1 apresentou reação do tipo III. Este último estava sob ITVV Polistes e foi picado por 8 Vespas velutinas. Trinta e dois doentes completaram ou suspenderam ITVV, com redução estatisticamente significativa do valor da IgE total e específica para os vespídeos (p<0,05). Conclusão: Este estudo corrobora a eficácia e segurança da ITVV descritas na literatura. A realização de mais estudos e a partilha de experiências são cruciais para aumentar conhecimento e melhorar a orientação dos doentes. |
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| Autores principais: | Coelho,Ana Cristina |
| Outros Autores: | Lages,Maria; Areia,Margarida; Dias,Liliana Pereira; Cadinha,Susana; Barreira,Patrícia; Lopes,Joana Barradas |
| Assunto: | Alergia Himenópteros Hipersensibilidade a venenos Imunoterapia Veneno de vespa Reações Adversas |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | RESUMO Introdução: A alergia ao veneno de vespídeos é uma causa comum de anafilaxia. A imunoterapia com veneno de vespídeos (ITVV) é o tratamento mais eficaz e seguro para prevenção de reações alérgicas graves. O objetivo deste estudo foi caraterizar doentes sob ITVV e avaliar a sua eficácia e segurança. Métodos: Realizou-se um estudo retrospetivo de doentes com história de reação sistémica a veneno de vespídeos submetidos a ITVV entre 2010 e 2024. Resultados: Foram incluídos 67 doentes, 54 homens, com mediana [mín-máx] de idade de início da ITVV de 44 [27-70] anos. As reações que motivaram a ITVV foram maioritariamente de grau IV (52,2%). Foi iniciada ITVV com veneno de Vespula spp em 43 doentes, de Polistes dominula em 12 e de Vespa velutina nigrithorax em 12. Durante a fase de iniciação nenhum doente apresentou reação sistémica. Na fase de manutenção, 2 doentes apresentaram reações sistémicas. Vinte e nove doentes foram repicados com uma mediana [mín-máx] de 24 [2-96] meses após o início da ITVV. Verificou-se uma diminuição estatisticamente significativa na gravidade das reações após ITVV (gravidade mediana [mín-máx]: 6 [3-6] antes vs. 1 [0-6] após ITVV, p<0,001). Cinco doentes foram repicados por vespídeos distintos do da reação pré-ITVV: 4 apresentaram reação local e 1 apresentou reação do tipo III. Este último estava sob ITVV Polistes e foi picado por 8 Vespas velutinas. Trinta e dois doentes completaram ou suspenderam ITVV, com redução estatisticamente significativa do valor da IgE total e específica para os vespídeos (p<0,05). Conclusão: Este estudo corrobora a eficácia e segurança da ITVV descritas na literatura. A realização de mais estudos e a partilha de experiências são cruciais para aumentar conhecimento e melhorar a orientação dos doentes. |
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