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A «virada para o Leste» na política externa russa e a intensificação da cooperação energética sino-russa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este artigo analisa a política externada Rússia para a China, com ênfase na cooperação energética. O propósito é compreender a «virada para o Leste» da atuação internacional de Moscou e quais seus fatores condicionantes. Sugere-se como hipótese que um dos efeitos do recrudescimento do recurso à força por parte dos Estados Unidos e do cerco ao espaço euroasiático tem sido o estreitamento das relações sino-russas. O resultado tem sido o avanço da integração regional (OCX, UEE e Nova Rota da Seda), dOTANdo a região de moderna infraestrutura de transporte, comunicação e energia. A orientalização dos dutos da Rússia se enquadra nesse contexto de «virada para o Leste» da diplomacia do Kremlin, menos por escolha do que por necessidades contextuais. Em suma, o unilateralismo estadunidense pode produzir efeitos diversos às expectativas, num contexto de emergência de novas configurações de poder no mundo.
Autores principais:Pautasso,Diego
Outros Autores:Jubran,Bruno Mariotto
Assunto:Rússia China cooperação energética
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Este artigo analisa a política externada Rússia para a China, com ênfase na cooperação energética. O propósito é compreender a «virada para o Leste» da atuação internacional de Moscou e quais seus fatores condicionantes. Sugere-se como hipótese que um dos efeitos do recrudescimento do recurso à força por parte dos Estados Unidos e do cerco ao espaço euroasiático tem sido o estreitamento das relações sino-russas. O resultado tem sido o avanço da integração regional (OCX, UEE e Nova Rota da Seda), dOTANdo a região de moderna infraestrutura de transporte, comunicação e energia. A orientalização dos dutos da Rússia se enquadra nesse contexto de «virada para o Leste» da diplomacia do Kremlin, menos por escolha do que por necessidades contextuais. Em suma, o unilateralismo estadunidense pode produzir efeitos diversos às expectativas, num contexto de emergência de novas configurações de poder no mundo.