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Nova governação, nova cidadania? Os cidadãos e a política em Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A relação entre os cidadãos e o sistema político tem sido pautada por uma forte degradação da confiança dos cidadãos nos seus agentes políticos - reflexo também dos sentimentos de ineficácia política por parte dos cidadãos no nosso país. Uma solução apontada para esta crescente desconfiança refere a necessidade de conseguir uma melhoria da classe política nacional. Contudo, tal diagnóstico ignora a escolha entre valores que a democracia implica. Este artigo sugere a ‘nova governação’ como podendo responder a este afastamento, na medida em que o conceito de governance reconhece a relação de dependência de poder que existe entre todos aqueles que intervêm na acção colectiva - incluindo os cidadãos, numa cidadania que tem não apenas direitos mas também responsabilidades (Stoker, 1998: 21-22). Tal parece ser particularmente relevante no contexto do crescente esvazimento do Estado e dos seus poderes que se assiste actualmente.
Autores principais:Jalali,Carlos
Assunto:Governance democracia participação política estado esvaziado Portugal
Ano:2005
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:A relação entre os cidadãos e o sistema político tem sido pautada por uma forte degradação da confiança dos cidadãos nos seus agentes políticos - reflexo também dos sentimentos de ineficácia política por parte dos cidadãos no nosso país. Uma solução apontada para esta crescente desconfiança refere a necessidade de conseguir uma melhoria da classe política nacional. Contudo, tal diagnóstico ignora a escolha entre valores que a democracia implica. Este artigo sugere a ‘nova governação’ como podendo responder a este afastamento, na medida em que o conceito de governance reconhece a relação de dependência de poder que existe entre todos aqueles que intervêm na acção colectiva - incluindo os cidadãos, numa cidadania que tem não apenas direitos mas também responsabilidades (Stoker, 1998: 21-22). Tal parece ser particularmente relevante no contexto do crescente esvazimento do Estado e dos seus poderes que se assiste actualmente.