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Úlcera de Lipschütz como possível manifestação de primo-infeção por vírus Epstein-Barr

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A úlcera de Lipschütz é caracterizada pelo aparecimento súbito de úlceras vulvares dolorosas em mulheres jovens sexualmente não ativas, sendo rara em crianças. A etiologia é desconhecida, mas existem estudos que a relacionam com a primo-infeção pelo vírus Epstein-Barr. O diagnóstico é equacionado após exclusão de outras causas de ulceração genital, nomeadamente autoimune, traumática e de infeções sexualmente transmissíveis. Caso Clínico: Criança de doze meses, que surge com ulceração vulvar, associada a febre e otite média aguda. Dos exames complementares realizados, de salientar a serologia para vírus Epstein-Barr positiva e restante estudo analítico negativo. A evolução foi favorável, com resolução das lesões após seis semanas e sem recorrência durante os 10 meses de seguimento. Discussão: Quando as causas mais comuns de úlcera genital são excluídas e não há história de contato sexual, a úlcera de Lipschütz deve ser incluída no diagnóstico diferencial.
Autores principais:Maciel,Juliana
Outros Autores:Kieselová,Katarina; Guiote,Victoria; Henrique,Martinha; Rezende,Teresa
Assunto:Criança Epstein-Barr Infeção por vírus Patologia da vulva
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:relatório
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Introdução: A úlcera de Lipschütz é caracterizada pelo aparecimento súbito de úlceras vulvares dolorosas em mulheres jovens sexualmente não ativas, sendo rara em crianças. A etiologia é desconhecida, mas existem estudos que a relacionam com a primo-infeção pelo vírus Epstein-Barr. O diagnóstico é equacionado após exclusão de outras causas de ulceração genital, nomeadamente autoimune, traumática e de infeções sexualmente transmissíveis. Caso Clínico: Criança de doze meses, que surge com ulceração vulvar, associada a febre e otite média aguda. Dos exames complementares realizados, de salientar a serologia para vírus Epstein-Barr positiva e restante estudo analítico negativo. A evolução foi favorável, com resolução das lesões após seis semanas e sem recorrência durante os 10 meses de seguimento. Discussão: Quando as causas mais comuns de úlcera genital são excluídas e não há história de contato sexual, a úlcera de Lipschütz deve ser incluída no diagnóstico diferencial.