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Religião e pertença em discursos europeus: conceitos e agentes muçulmanos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Na literatura académica, bem como em recentes discursos políticos, as minorias muçulmanas na Europa são frequentemente descritas como diásporas ou comunidades transnacionais. Embora estes conceitos não tenham origem nem sejam utilizados nas tradições teológicas e na linguagem jurídica islâmicas, eles reflectem novas experiências societais dos sujeitos em causa. Na presente análise discursiva demonstra-se que o papel fulcral na introdução de referências identitárias constituídas como "diaspóricas" ou "transnacionais" é desempenhado pelos investigadores (na maioria não muçulmanos) e pelas classes médias muçulmanas instruídas. Discutindo e desenvolvendo estes conceitos, os protagonistas de uma geração de intelectuais muçulmanos europeus resumem e analisam as novas práticas, situações e experiências de diferentes classes, grupos e comunidades numa linguagem não teológica, mas secular, que assinala a transformação da religião tradicional em moderna.
Autores principais:Tiesler,Nina Clara
Assunto:muçulmanos diáspora transnacionalismos Europa
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Na literatura académica, bem como em recentes discursos políticos, as minorias muçulmanas na Europa são frequentemente descritas como diásporas ou comunidades transnacionais. Embora estes conceitos não tenham origem nem sejam utilizados nas tradições teológicas e na linguagem jurídica islâmicas, eles reflectem novas experiências societais dos sujeitos em causa. Na presente análise discursiva demonstra-se que o papel fulcral na introdução de referências identitárias constituídas como "diaspóricas" ou "transnacionais" é desempenhado pelos investigadores (na maioria não muçulmanos) e pelas classes médias muçulmanas instruídas. Discutindo e desenvolvendo estes conceitos, os protagonistas de uma geração de intelectuais muçulmanos europeus resumem e analisam as novas práticas, situações e experiências de diferentes classes, grupos e comunidades numa linguagem não teológica, mas secular, que assinala a transformação da religião tradicional em moderna.