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Será o estilo de vinculação específico para cada relação? Um estudo utilizando a teoria da gene­ralizabilidade

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O pressuposto de que o estilo de vinculação nos adultos é uma caracte­rística da pessoa, igualmente expressa em diferentes relações, foi examinado atra­vés de um estudo de generalizabilidade. Estudantes universitários responderam a um curto questionário medindo as 2 dimensões fundamentais das auto­‑avaliações do estilo de vinculação dos adultos (Preocupação e Evitação) para cada uma de 5 relações (pai, mãe, melhor amigo do mesmo sexo, parceiro romântico ou melhor amigo do sexo oposto, outra pessoa próxima). Verificou­‑se que, para a Evitação, o componente de variância correspondente à interacção PessoaRelação tinha uma magnitude que era aproximadamente o dobro da do componente Pessoa, enquanto que o oposto acontecia para a Preocupação. Estes resultados implicam a necessi­dade de se considerar características específicas das relações e apoiam a proposta de Bartholomew (1990), de que a evitação reflecte a representação dos outros (e é, portanto, específica das relações), enquanto que a preocupação reflecte a repre­sentação de si próprio (e é, portanto, específica da pessoa).
Autores principais:Moreira,João M.
Assunto:vinculação relações generalizabilidade
Ano:2006
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:O pressuposto de que o estilo de vinculação nos adultos é uma caracte­rística da pessoa, igualmente expressa em diferentes relações, foi examinado atra­vés de um estudo de generalizabilidade. Estudantes universitários responderam a um curto questionário medindo as 2 dimensões fundamentais das auto­‑avaliações do estilo de vinculação dos adultos (Preocupação e Evitação) para cada uma de 5 relações (pai, mãe, melhor amigo do mesmo sexo, parceiro romântico ou melhor amigo do sexo oposto, outra pessoa próxima). Verificou­‑se que, para a Evitação, o componente de variância correspondente à interacção PessoaRelação tinha uma magnitude que era aproximadamente o dobro da do componente Pessoa, enquanto que o oposto acontecia para a Preocupação. Estes resultados implicam a necessi­dade de se considerar características específicas das relações e apoiam a proposta de Bartholomew (1990), de que a evitação reflecte a representação dos outros (e é, portanto, específica das relações), enquanto que a preocupação reflecte a repre­sentação de si próprio (e é, portanto, específica da pessoa).