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Sala de Aula: dos lugares fixos aos entrelugares fluidos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A sala de aula está marcada pela diferença, muitas vezes naturalizada e destituída de seu conteúdo ambíguo. Cria-se uma trama discursiva que desloca o foco da exclusão do diferente, mantido fora da escola ou enclausurado em espaços desvalorizados no cotidiano escolar, para a exclusão da diferença que entra na sala de aula com a democratização do acesso à escola. A transformação do discurso da escola sobre a diferença e a constante redefinição dos dispositivos pedagógicos trazem indícios da tensão homogeneidade/heterogeneidade, constitutiva do cotidiano da sala de aula. A realização de dinâmicas pedagógicas vinculadas à produção de resultados escolares favoráveis às crianças das classes populares demanda diálogo, o que exige o reconhecimento dessas crianças como produtoras de práticas, conhecimentos e sentidos; como sujeitos que também têm poder na configuração das relações pedagógicas, do processo aprendizagemensino e da dinâmica da sala de aula.
Autores principais:Esteban,Maria Teresa
Assunto:Cotidiano escolar Diferença Avaliação Diálogo
Ano:2006
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:A sala de aula está marcada pela diferença, muitas vezes naturalizada e destituída de seu conteúdo ambíguo. Cria-se uma trama discursiva que desloca o foco da exclusão do diferente, mantido fora da escola ou enclausurado em espaços desvalorizados no cotidiano escolar, para a exclusão da diferença que entra na sala de aula com a democratização do acesso à escola. A transformação do discurso da escola sobre a diferença e a constante redefinição dos dispositivos pedagógicos trazem indícios da tensão homogeneidade/heterogeneidade, constitutiva do cotidiano da sala de aula. A realização de dinâmicas pedagógicas vinculadas à produção de resultados escolares favoráveis às crianças das classes populares demanda diálogo, o que exige o reconhecimento dessas crianças como produtoras de práticas, conhecimentos e sentidos; como sujeitos que também têm poder na configuração das relações pedagógicas, do processo aprendizagemensino e da dinâmica da sala de aula.