Publicação
Metáforas térmicas: turistas europeus no Nordeste brasileiro narrando a intimidade
| Resumo: | Fomentado por uma etnografia das configurações de intimidade euro-brasileiras associadas ao turismo no bairro de Ponta Negra (Natal-RN, Nordeste do Brasil), o artigo centra-se nas representações, expectativas e experiências de turistas europeus envolvidos em relações passionais transatlânticas. Os discursos e as práticas destes turistas evidenciam desejos de construir alternativas às formas de convivência íntima na Europa e de encontrar circunstâncias favoráveis à (re)afirmação de identidades masculinas que, alegadamente, a emancipação feminina e o peso das obrigações quotidianas terão entorpecido. Na sua discursividade sobressaem metáforas térmicas de perfil binário nas quais o Brasil é simbolizado como triplamente quente (clima, sociabilidades e sexualidade), sempre em relação e por oposição à fria Europa. Enquanto elementos de indexação simbólica, estas metáforas permitem aceder à compreensão das subjetividades, expressões identitárias e vivências de intimidade masculinas nos trópicos e, simultaneamente, a alguns dos desígnios que fundam as mobilidades turísticas em causa. |
|---|---|
| Autores principais: | Sacramento,Octávio |
| Assunto: | turismo intimidades euro-brasileiras metáforas térmicas masculinidade |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | Fomentado por uma etnografia das configurações de intimidade euro-brasileiras associadas ao turismo no bairro de Ponta Negra (Natal-RN, Nordeste do Brasil), o artigo centra-se nas representações, expectativas e experiências de turistas europeus envolvidos em relações passionais transatlânticas. Os discursos e as práticas destes turistas evidenciam desejos de construir alternativas às formas de convivência íntima na Europa e de encontrar circunstâncias favoráveis à (re)afirmação de identidades masculinas que, alegadamente, a emancipação feminina e o peso das obrigações quotidianas terão entorpecido. Na sua discursividade sobressaem metáforas térmicas de perfil binário nas quais o Brasil é simbolizado como triplamente quente (clima, sociabilidades e sexualidade), sempre em relação e por oposição à fria Europa. Enquanto elementos de indexação simbólica, estas metáforas permitem aceder à compreensão das subjetividades, expressões identitárias e vivências de intimidade masculinas nos trópicos e, simultaneamente, a alguns dos desígnios que fundam as mobilidades turísticas em causa. |
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