Publicação

Autopercepção de saúde em adolescentes: prevalência e fatores associados durante pandemia COVID-19

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo Objetivou-se verificar a prevalência da autopercepção de saúde em adolescentes e fatores sociodemográficos, comportamentais e aspectos de saúde associados durante a pandemia da COVID-19. De delineamento transversal, uma amostra de adolescentes, responderam de forma online o Questionário de Comportamento do Adolescente Catarinense e o Inventário de Depressão de Beck-Segunda Edição. Para comparar proporções utilizou-se o teste Qui-quadrado (χ2) e para encontrar os fatores associados a autopercepção de saúde a Regressão de Poisson. Realizou-se as análises no software SPSS. Participaram 157 adolescentes, a maioria do sexo feminino (66,7%), com média de idade 15,91 anos (DP=0,8). A sintomatologia depressiva foi encontrada em 55,8% dos adolescentes, a prevalência em meninas foi significativamente superior à prevalência nos meninos (65,7% vs 36,5%, p<0,05). Houve prevalência de 66,0% de autopercepção de saúde positiva em adolescentes. Adolescentes que dormiam bem às vezes (RP= 2,8; IC95%: 1,5 - 5,3), quase nunca ou nunca (RP= 3,6; IC95%:1,9 - 7,0; p=0,001) apresentaram maior razão de prevalência da autopercepção de saúde negativa quando comparadas aos adolescentes que dormiam bem sempre ou quase sempre. Adolescentes que possuíam sintomatologia depressiva apresentaram razão de prevalência (RP= 1,9; IC95%:1,0 - 3,5; p=0,024) maior de autopercepção de saúde negativa quando comparadas aos adolescentes sem sintomatologia depressiva. Conclui-se que a autopercepção de saúde associou-se ao sono e sintomatologia depressiva em adolescentes.
Autores principais:Borges,Juliane
Outros Autores:Andaki,Alynne
Assunto:Jovens Avaliação em saúde Depressão Atividade física Infecções por Coronavírus
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Resumo Objetivou-se verificar a prevalência da autopercepção de saúde em adolescentes e fatores sociodemográficos, comportamentais e aspectos de saúde associados durante a pandemia da COVID-19. De delineamento transversal, uma amostra de adolescentes, responderam de forma online o Questionário de Comportamento do Adolescente Catarinense e o Inventário de Depressão de Beck-Segunda Edição. Para comparar proporções utilizou-se o teste Qui-quadrado (χ2) e para encontrar os fatores associados a autopercepção de saúde a Regressão de Poisson. Realizou-se as análises no software SPSS. Participaram 157 adolescentes, a maioria do sexo feminino (66,7%), com média de idade 15,91 anos (DP=0,8). A sintomatologia depressiva foi encontrada em 55,8% dos adolescentes, a prevalência em meninas foi significativamente superior à prevalência nos meninos (65,7% vs 36,5%, p<0,05). Houve prevalência de 66,0% de autopercepção de saúde positiva em adolescentes. Adolescentes que dormiam bem às vezes (RP= 2,8; IC95%: 1,5 - 5,3), quase nunca ou nunca (RP= 3,6; IC95%:1,9 - 7,0; p=0,001) apresentaram maior razão de prevalência da autopercepção de saúde negativa quando comparadas aos adolescentes que dormiam bem sempre ou quase sempre. Adolescentes que possuíam sintomatologia depressiva apresentaram razão de prevalência (RP= 1,9; IC95%:1,0 - 3,5; p=0,024) maior de autopercepção de saúde negativa quando comparadas aos adolescentes sem sintomatologia depressiva. Conclui-se que a autopercepção de saúde associou-se ao sono e sintomatologia depressiva em adolescentes.