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PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS A SINTOMAS DE ANSIEDADE, DEPRESSÃO E PERTURBAÇÃO PÓS-STRESS TRAUMÁTICO EM PROFISSIONAIS DE SAÚDE DURANTE A PANDEMIA POR COVID-19
| Resumo: | RESUMO Introdução: A pandemia por COVID-19 trouxe preocupações crescentes quanto à saúde mental dos profissionais de saúde. Objetivos: Investigar a prevalência e fatores associados a sintomas de ansiedade, depressão e perturbação pós-stresstraumático em profissionais de saúde portugueses durante a pandemia por COVID-19. Material e Métodos: Foram distribuídos questionários a uma amostra de conveniência de profissionais de saúde, documentando dados demográficos, antecedentes clínicos, suporte psicossocial, dados relativos à infeção por COVID-19 e atividade laboral desempenhada. Foram avaliados os sintomas de ansiedade, depressão e perturbação pós-stresstraumático através da Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS-subescalas HADS-Ansiedade e HADS-Depressão) e da Escala de Impacto de Eventos 6 (IES-6). Resultados: Uma percentagem significativa dos profissionais de saúde (n=554) apresenta sintomas de ansiedade (40,61%), depressão (25,99%) e perturbação pós-stresstraumático (20,40%). Dos fatores associados a sintomas mais graves, destacam-se alterações ao agregado familiar (HADS-Ansiedadep<0,001; HADS-Depressãop=0,015; IES-6p=0,002) e menor satisfação com apoio de familiares e amigos (HADS-Ansiedade e HADS-Depressão,p<0,001). Enfermeiros e assistentes operacionais apresentam mais sintomas de ansiedade (p=0,011;p<0,001) e depressão (p=0,003;p=0,007), comparativamente aos médicos. O trabalho com doentes COVID-19 associa-se a pontuações superiores (HADS-Ansiedadep=0,030; HADS-Depressãop=0,019; IES-6p=0,008). Discussão: As alterações à rotina trazidas pela pandemia são fatores de risco significativos para o desenvolvimento dos grupos sintomáticos investigados. A satisfação com o suporte social é mais importante do que a frequência do contato. Quando comparados com profissionais de saúde com atividade clínica sem doentes COVID-19 ou com atividade não clínica, aqueles com contato próximo e prolongado com doentes COVID-19 têm maior risco de desenvolvimento de sintomas de ansiedade, depressão e perturbação pós-stresstraumático. Conclusões: A pandemia por COVID-19 associa-se a sintomas de ansiedade, depressivos e de perturbação pós-stress traumático nos profissionais de saúde, influenciados por alterações à rotina, suporte psicossocial, grupo profissional e trabalho clínico desenvolvido. Os presentes dados contribuem para a caracterização da dimensão do sofrimento psicológico dos profissionais de saúde e para o planeamento de estratégias de intervenção. |
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| Autores principais: | Urzal,M |
| Outros Autores: | Donas-Boto,I; Moreira,M; Nogueira,P; Vian,J |
| Assunto: | Depressão Perturbação Pós-stress Traumático Profissionais de Saúde Pandemia COVID-19 Saúde Ocupacional |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | RESUMO Introdução: A pandemia por COVID-19 trouxe preocupações crescentes quanto à saúde mental dos profissionais de saúde. Objetivos: Investigar a prevalência e fatores associados a sintomas de ansiedade, depressão e perturbação pós-stresstraumático em profissionais de saúde portugueses durante a pandemia por COVID-19. Material e Métodos: Foram distribuídos questionários a uma amostra de conveniência de profissionais de saúde, documentando dados demográficos, antecedentes clínicos, suporte psicossocial, dados relativos à infeção por COVID-19 e atividade laboral desempenhada. Foram avaliados os sintomas de ansiedade, depressão e perturbação pós-stresstraumático através da Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS-subescalas HADS-Ansiedade e HADS-Depressão) e da Escala de Impacto de Eventos 6 (IES-6). Resultados: Uma percentagem significativa dos profissionais de saúde (n=554) apresenta sintomas de ansiedade (40,61%), depressão (25,99%) e perturbação pós-stresstraumático (20,40%). Dos fatores associados a sintomas mais graves, destacam-se alterações ao agregado familiar (HADS-Ansiedadep<0,001; HADS-Depressãop=0,015; IES-6p=0,002) e menor satisfação com apoio de familiares e amigos (HADS-Ansiedade e HADS-Depressão,p<0,001). Enfermeiros e assistentes operacionais apresentam mais sintomas de ansiedade (p=0,011;p<0,001) e depressão (p=0,003;p=0,007), comparativamente aos médicos. O trabalho com doentes COVID-19 associa-se a pontuações superiores (HADS-Ansiedadep=0,030; HADS-Depressãop=0,019; IES-6p=0,008). Discussão: As alterações à rotina trazidas pela pandemia são fatores de risco significativos para o desenvolvimento dos grupos sintomáticos investigados. A satisfação com o suporte social é mais importante do que a frequência do contato. Quando comparados com profissionais de saúde com atividade clínica sem doentes COVID-19 ou com atividade não clínica, aqueles com contato próximo e prolongado com doentes COVID-19 têm maior risco de desenvolvimento de sintomas de ansiedade, depressão e perturbação pós-stresstraumático. Conclusões: A pandemia por COVID-19 associa-se a sintomas de ansiedade, depressivos e de perturbação pós-stress traumático nos profissionais de saúde, influenciados por alterações à rotina, suporte psicossocial, grupo profissional e trabalho clínico desenvolvido. Os presentes dados contribuem para a caracterização da dimensão do sofrimento psicológico dos profissionais de saúde e para o planeamento de estratégias de intervenção. |
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